Política

Flávio usa brasão antigo em carta: Estados Unidos do Brazil

Símbolo foi substituído oficialmente na década de 1960; senador contestou derrota para Lula e afirmou ser o "verdadeiro presidente eleito"

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Emanuelle Menezes
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou brasão antigo do Brasil | Reprodução

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou brasão antigo do Brasil | Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou uma versão antiga do Brasão de Armas do Brasil na carta golpista em que contesta o resultado da eleição presidencial e afirma ser o verdadeiro presidente eleito do país. Apesar de ter recuado da primeira versão do documento, o texto traz o símbolo com a inscrição "Estados Unidos do Brazil", denominação que deixou de ser utilizada oficialmente há quase seis décadas.

O brasão com essa inscrição foi instituído pelo Decreto nº 4, de 19 de novembro de 1889, quatro dias após a Proclamação da República. O nome do país deixou de ser Estados Unidos do Brasil e passou a ser República Federativa do Brasil em 15 de março de 1967, durante a ditadura militar, com a promulgação da Constituição de 1967. Já o símbolo foi substituído oficialmente em fevereiro de 1968, com a promulgação da lei nº 5.389.

Brasão de armas oficial do Brasil | Reprodução
Brasão de armas oficial do Brasil | Reprodução
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A carta foi divulgada pelo influenciador Paulo Figueiredo, aliado do senador. Posteriormente, o documento foi reenviado para jornalistas com a mensagem: “brasão correto”.

O que Flávio disse em carta

Além de se autodeclarar presidente, Flávio negou ter fugido do país, acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de perseguição política e anunciou que pretende liderar a oposição brasileira dos Estados Unidos, onde está com a família.

"Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece", afirmou.

O senador acusa a Justiça de ter favorecido Lula (PT), especialmente com a decisão de prorrogar o horário de votação, e afirma, sem apresentar provas, que houve fraude eleitoral.

Segundo ele, uma estratégia para mobilizar seus apoiadores será apresentada nos próximos dias. "Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros", afirmou.

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