Autoproclamação de Flávio é ilegítima, diz professora
Eventual reconhecimento dos EUA não daria legitimidade à autoproclamação, avalia especialista
Lívia Zanolini, Sofia Pilagallo
Flávio Bolsonaro
A autoproclamação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como presidente da Repúblicanão tem legitimidade jurídica e não terá efeito prático, avalia a professora de Direito Internacional Priscila Caneparo. Ao SBT News, ela afirmou que a declaração não encontra respaldo na Constituição brasileira e dificilmente será reconhecida por outros países.
Na análise sobre o direito interno, Priscila destacou que a Constituição não prevê uma autoproclamação de governo e que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) referendou o resultado das eleições. A professora também ressaltou a transparência do sistema eleitoral brasileiro e o acompanhamento da votação por missões internacionais que observam a regularidade do processo.
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No âmbito internacional, a especialista explicou que o reconhecimento de um governo depende da posição adotada pelos demais Estados. Segundo ela, mesmo um eventual apoio dos Estados Unidos a Flávio teria alcance limitado, diante das manifestações de dirigentes de outros países que já parabenizaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela reeleição.
"Não terá nenhum efeito prático, porque a gente sabe que a maioria dos dirigentes mundiais já parabenizaram o presidente Lula, então reeleito nesse pleito, e, por conseguinte, ninguém vai dar muita bola", afirmou Priscila ao Poder Expresso desta quarta-feira (28). "Acho que é mais para criar um tumulto, um ambiente de instabilidade social no Brasil do que de fato algum resultado prático concreto."
Priscila também considerou improvável que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheça a autoproclamação, mesmo diante de uma eventual articulação do secretário de Estado, Marco Rubio. Na avaliação dela, a decisão final caberia a Trump, que precisaria considerar interesses políticos e econômicos para além da eleição brasileira.
Entre esses fatores, Priscila citou a proximidade das eleições legislativas americanas e os possíveis efeitos econômicos de um rompimento com o Brasil. Segundo a professora, uma deterioração das relações comerciais poderia pressionar a inflação nos Estados Unidos e prejudicar o Partido Republicano na disputa.
Trump chega às eleições legislativas de 3 de novembro com baixa popularidade e risco de perder a maioria na Câmara. Pesquisa Reuters/Ipsos concluída na segunda-feira (26) apontou aprovação de 32% e vantagem democrata de 47% a 36% na disputa pelo Congresso. Uma vitória da oposição poderia travar sua agenda e abrir caminho para novas investigações.
Autoproclamação de Flávio é ilegítima, diz professoraEventual reconhecimento dos EUA não daria legitimidade à autoproclamação, avalia especialistaPolítica2026-10-28T21:01:08.853ZA não tem legitimidade jurídica e não terá efeito prático, avalia a professora de Direito Internacional Priscila Caneparo. Ao SBT News, ela afirmou que a declaração não encontra respaldo na Constituição brasileira e dificilmente será reconhecida por outros países. Na análise sobre o direito interno, Priscila destacou que a Constituição não prevê uma autoproclamação de governo e que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) referendou o resultado das eleições. A professora também ressaltou a transparência do sistema eleitoral brasileiro e o acompanhamento da votação por missões internacionais que observam a regularidade do processo. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique No âmbito internacional, a especialista explicou que o reconhecimento de um governo depende da posição adotada pelos demais Estados. Segundo ela, mesmo um eventual apoio dos Estados Unidos a Flávio teria alcance limitado, diante das manifestações de dirigentes de outros países que já parabenizaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela reeleição. "Não terá nenhum efeito prático, porque a gente sabe que a maioria dos dirigentes mundiais já parabenizaram o presidente Lula, então reeleito nesse pleito, e, por conseguinte, ninguém vai dar muita bola", afirmou Priscila ao Poder Expresso desta quarta-feira (28). "Acho que é mais para criar um tumulto, um ambiente de instabilidade social no Brasil do que de fato algum resultado prático concreto." Priscila também considerou improvável que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheça a autoproclamação, mesmo diante de uma eventual articulação do secretário de Estado, Marco Rubio. Na avaliação dela, a decisão final caberia a Trump, que precisaria considerar interesses políticos e econômicos para além da eleição brasileira. Entre esses fatores, Priscila citou a proximidade das eleições legislativas americanas e os possíveis efeitos econômicos de um rompimento com o Brasil. Segundo a professora, uma deterioração das relações comerciais poderia pressionar a inflação nos Estados Unidos e prejudicar o Partido Republicano na disputa. Trump chega às eleições legislativas de 3 de novembro com baixa popularidade e risco de perder a maioria na Câmara. Pesquisa Reuters/Ipsos concluída na segunda-feira (26) apontou aprovação de 32% e vantagem democrata de 47% a 36% na disputa pelo Congresso. Uma vitória da oposição poderia travar sua agenda e abrir caminho para novas investigações. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/autoproclamacao-de-flavio-e-ilegitima-diz-professora
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