Política

Aliados de Lula miram medo de retorno da família Bolsonaro

Depois da quebra de expectativa no 1º turno, com Flávio à frente, petistas começam a traçar estratégias para as próximas três semanas para tentar virada inédita

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Iander Porcella
Lula vota acompanhado de Alckmin em São Bernardo do Campo | Foto: Reprodução/SBT News

Lula vota acompanhado de Alckmin em São Bernardo do Campo | Foto: Reprodução/SBT News

O resultado do primeiro turno, com Flávio Bolsonaro (PL) à frente, foi um balde de água fria para aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Depois da quebra de expectativa, contudo, os petistas começam a traçar estratégias para as próximas três semanas.

Uma das principais apostas para tentar uma virada inédita no segundo turno será mobilizar o sentimento de medo do retorno da família Bolsonaro ao poder.

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A avaliação na campanha petista é de que a rejeição a Flávio pode fazer com que eleitores que não foram votar no primeiro turno compareçam no segundo para evitar uma vitória do candidato do PL. A abstenção neste domingo (4) foi recorde, mais de 21% ou 33 milhões de pessoas.

Nas 48 horas anteriores ao primeiro turno, a campanha de Lula fez uma mobilização nas ruas e nas redes sociais para tentar frear a abstenção, que historicamente prejudica mais os candidatos do PT à Presidência. No entanto, a estratégia falhou.

O PT deve aumentar os ataques direto a Flávio nos próximos dias e tentar, novamente, desgastar o senador com episódios controversos de sua biografia. Além da conexão com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, o petismo deve focar nas homenagens de Flávio a milicianos e as suspeitas de rachadinha.

A equipe petista terá de lidar também com o desejo de mudança do eleitor, que ficou evidente nas urnas. Aliados de Lula afirmam que a campanha demorou para colocar o custo de vida no centro do debate, algo que Flávio fez desde o começo. O foco em soberania e em temas como minerais críticos e terras raras, vagos para a população, também tem sido criticado.

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