Em seu discurso após divulgação do resultado, o petista admitiu que ficou desapontado principalmente com o desempenho da sua coligação no Estado paulista
Vicklin Moraes
O presidente Lula | Divulgação/Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, reconheceu neste domingo (4) que esperava vencer a disputa presidencial ainda no primeiro turno, mas afirmou estar preparado para uma nova etapa da campanha contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Com 99,92% das urnas apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o adversário registra 47,05% dos votos válidos contra 45,13% de Lula. O segundo turno está marcado para 25 de outubro. Os percentuais contrariaram as pesquisas eleitorais, que apontavam Lula à frente ou em empate técnico com Flávio Bolsonaro.
"Acabamos de ter uma eleição da democracia do Brasil. Precisamos agradecer aos milhões de brasileiros que foram às urnas dar seu voto para deputados, senadores, governadores e presidente. O resultado muitas vezes é inesperado; a gente nunca consegue exatamente aquilo que queria. Eu confesso para vocês que estava convencido de que ia ganhar no primeiro turno, mas também já passei por isso antes", declarou.
Lula falou sobre o resultado das urnas num hotel em São Paulo, de onde acompanhou a apuração presidencial. Em seu discurso, ele admitiu que ficou desapontado principalmente com o desempenho da sua coligação no Estado paulista.
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"Não consigo entender, no meio de mudanças climáticas, a Marina [Silva] perder. A Tebet, mulher do agro e que pensa no social, não foi eleita, não entendo. Será que o povo está certo ou estamos errados?", questionou.
Em seguida, o presidente deu a entender que parte da população nunca perdoo seu governo por conquistas como a política de cotas na universidade pública.
No mesmo pronunciamento a apoiadores e à imprensa, Lula agradeceu aos eleitores que compareceram às urnas e destacou a importância do processo democrático. Na avaliação dele, o segundo turno será uma oportunidade para apresentar as diferenças entre os projetos políticos e as trajetórias dos dois candidatos.
"Quero dizer que nós vamos ganhar essas eleições. Amanhã estaremos na rua para derrotar negacionismo. [...] A gente tem um segundo turno, e o segundo turno é a hora da prova dos nove. É a hora da gente mostrar a verdadeira fotografia do Brasil. A partir de amanhã, começamos uma nova campanha em que, apenas entre dois candidatos, poderemos mostrar com clareza a diferença entre as propostas que existem para o país", pontuou.
Na sequência, Lula elevou o tom contra o adversário e direcionou críticas ao histórico político de Flávio Bolsonaro e de sua família.
"Do outro lado, nós temos apenas incerteza, com uma biografia de um passado tenebroso. Não existe nada ali que permita vislumbrar um horizonte promissor para a sociedade brasileira. Não há biografia do pai, não há biografia do filho e não sabemos se haverá de outros parentes. É uma trajetória com ligações tenebrosas, com suspeitas gravíssimas, relações com milicianos, com o crime organizado e com episódios no Rio de Janeiro. Tudo isso vai ficar claro, inclusive a participação na criação do Banco Master", disparou Lula.
A campanha do segundo turno começa oficialmente nesta segunda-feira (5). Até a votação, em 25 de outubro, Lula e Flávio Bolsonaro terão três semanas para disputar os votos dos candidatos eliminados no primeiro turno, além de tentar reduzir a abstenção.
Lula admite resultado inesperado: "não consigo entender"Em seu discurso após divulgação do resultado, o petista admitiu que ficou desapontado principalmente com o desempenho da sua coligação no Estado paulistaPolítica2026-10-05T01:38:29.164ZO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, reconheceu neste domingo (4) que esperava vencer a disputa presidencial ainda no primeiro turno, mas afirmou estar preparado para uma nova etapa da campanha contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Com 99,92% das urnas apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o adversário registra 47,05% dos votos válidos contra 45,13% de Lula. O segundo turno está marcado para 25 de outubro. Os percentuais contrariaram as pesquisas eleitorais, que apontavam Lula à frente ou em empate técnico com Flávio Bolsonaro. "Acabamos de ter uma eleição da democracia do Brasil. Precisamos agradecer aos milhões de brasileiros que foram às urnas dar seu voto para deputados, senadores, governadores e presidente. O resultado muitas vezes é inesperado; a gente nunca consegue exatamente aquilo que queria. Eu confesso para vocês que estava convencido de que ia ganhar no primeiro turno, mas também já passei por isso antes", declarou. Lula falou sobre o resultado das urnas num hotel em São Paulo, de onde acompanhou a apuração presidencial. Em seu discurso, ele admitiu que ficou desapontado principalmente com o desempenho da sua coligação no Estado paulista. "Não consigo entender, no meio de mudanças climáticas, a Marina [Silva] perder. A Tebet, mulher do agro e que pensa no social, não foi eleita, não entendo. Será que o povo está certo ou estamos errados?", questionou. Em seguida, o presidente deu a entender que parte da população nunca perdoo seu governo por conquistas como a política de cotas na universidade pública. No mesmo pronunciamento a apoiadores e à imprensa, Lula agradeceu aos eleitores que compareceram às urnas e destacou a importância do processo democrático. Na avaliação dele, o segundo turno será uma oportunidade para apresentar as diferenças entre os projetos políticos e as trajetórias dos dois candidatos. "Quero dizer que nós vamos ganhar essas eleições. Amanhã estaremos na rua para derrotar negacionismo. [...] A gente tem um segundo turno, e o segundo turno é a hora da prova dos nove. É a hora da gente mostrar a verdadeira fotografia do Brasil. A partir de amanhã, começamos uma nova campanha em que, apenas entre dois candidatos, poderemos mostrar com clareza a diferença entre as propostas que existem para o país", pontuou. Na sequência, Lula elevou o tom contra o adversário e direcionou críticas ao histórico político de Flávio Bolsonaro e de sua família. "Do outro lado, nós temos apenas incerteza, com uma biografia de um passado tenebroso. Não existe nada ali que permita vislumbrar um horizonte promissor para a sociedade brasileira. Não há biografia do pai, não há biografia do filho e não sabemos se haverá de outros parentes. É uma trajetória com ligações tenebrosas, com suspeitas gravíssimas, relações com milicianos, com o crime organizado e com episódios no Rio de Janeiro. Tudo isso vai ficar claro, inclusive a participação na criação do Banco Master", disparou Lula. A campanha do segundo turno começa oficialmente nesta segunda-feira (5). Até a votação, em 25 de outubro, Lula e Flávio Bolsonaro terão três semanas para disputar os votos dos candidatos eliminados no primeiro turno, além de tentar reduzir a abstenção.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/lula-admite-resultado-inesperado-nao-consigo-entender
Candidato do PL terminou o primeiro turno à frente de Lula, com cerca de 47,4% dos votos válidos, e afirmou que vê o resultado como fim do partido petista