Eleições

Direita conquista maioria no Senado e ganha força contra STF

PL de Flávio Bolsonaro terá 28 cadeiras das 45 da oposição; base aliada de Lula cai de 38 para 26 senadores, dos quais 9 são do PT

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Victor Schneider, Artur Maldaner
Oposição no Senado comemora rejeição de Jorge Messias, em abril | Agência Senado

Oposição no Senado comemora rejeição de Jorge Messias, em abril | Agência Senado

A oposição conquistou a maioria das 81 cadeiras no Senado Federal neste domingo (4), com 45 nomes alinhados ao bolsonarismo eleitos em todo o país, segundo cálculos do SBT News.

Agora, a oposição fica a 9 votos necessários para aprovar o impeachment de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Já a base governista cairá dos atuais 38 senadores para 26 nomes. Outros 10 flutuam entre os lados e não têm posição definida.

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A maior bancada será do Partido Liberal (PL), de Flávio Bolsonaro, com 28 senadores. A Federação entre União Brasil e PP terá 12 cadeiras. O Partido dos Trabalhadores (PT), de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seguirá com 9.

O PSD de Gilberto Kassab foi o partido que mais encolheu: passou de 14, a segunda maior bancada, para cinco. Já o MDB perdeu uma cadeira e agora tem oito senadores.

A conta considera a eleição dos senadores Sergio Moro (PL) para o governo do Paraná e de Cleitinho Azevedo (Republicanos) para o de Minas Gerais. Os suplentes são do União Brasil e do PL, respectivamente.

Leia abaixo como fica a nova bancada do Senado por partido:

  • PL: 28 (eram 15);
  • União-PP: 12 (eram 11);
  • PT: 9 (eram 9);
  • MDB: 8 (eram 9);
  • PSD: 5 (eram 14);
  • Republicanos: 5 (eram 6);
  • PSB: 4 (eram 6);
  • Novo: 3 (era 0);
  • PODEMOS: 2 (eram 3);
  • PSDB: 2 (eram 4);
  • PDT: 1 (eram 2);
  • REDE: 1 (era 0);
  • Sem partido: 1 (era 1).

A expansão fortalece o PL e a direita na articulação para acuar o Supremo e conseguir aprovar uma anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e outros condenados pelos atos do 8 de Janeiro. A Constituição atribui ao Senado a competência para processar e julgar ministros do Supremo em crimes de responsabilidade, mas a condenação exige os votos de dois terços dos 81 senadores.

O discurso anti-STF, já forte entre a direita desde o julgamento da tentativa de golpe de Estado, ganhou tração ao longo da campanha com a revelação de envolvimento de ministros em conversas encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, particularmente de Alexandre de Moraes, algoz do bolsonarismo.

Pedidos de impeachment apresentados contra o ministro, porém, não avançaram por resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

A composição anterior do Senado, conforme cálculos do SBT News, tinha 29 senadores inclinados ao bolsonarismo, 38 governistas e 14 sem alinhamento automático.

Para manter a maioria, governistas precisariam ter eleito 32 senadores, ou mais da metade das cadeiras em disputa. A conta para a oposição era mais branda: 26.

Cada estado elegeu dois senadores, que se somarão às 27 cadeiras cujos titulares permanecem no cargo até 2031.

Alcolumbre na mira

Outro ponto em jogo com a nova composição é a eleição para a mesa diretora do Senado, em fevereiro. Davi Alcolumbre tentará a reeleição agora em uma legislatura mais hostil à sua recondução, que deve favorecer nomes como o do líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), e da senadora Tereza Cristina (PP-MS).

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