Victoria Abel
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Coluna da Victoria

Especialista em jornalismo econômico, Victoria Abel cobre política e economia em Brasília. Já integrou redações de peso como Estadão, CBN, Metrópoles, O Globo e Jovem Pan, com foco em grandes reportagens de impacto nacional.

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Análise: Lula tenta recuperar estampa de articulador geopolítico em encontro com Trump

Presidente disse que se colocou à disposição do americano para dialogar com países em guerra

Imagem da noticia Análise: Lula tenta recuperar estampa de articulador geopolítico em encontro com Trump
Presidente Lula e presidente dos EUA, Donald Trump, se reúnem na Casa Branca, em Washington D.C. | Foto: Ricardo Stuckert/PR - 07.05.2026
Victoria Abel

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez questão de falar sobre guerra com o americano Donald Trump e se colocou à disposição para dialogar com Cuba e Irã, além de sugerir novamente a reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com Lula, ele teria dito a Trump que “invasões podem causar mais prejuízo do que ele pensa”.

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A postura não é à toa, Lula tenta recuperar uma imagem que foi se desbotando ao longo dos últimos anos: de um articulador geopolítico, com influência no diálogo entre países em conflito real ou iminente. A foto agora está quase pronta para ser utilizada na campanha eleitoral, se nenhuma outra rusga internacional pegar os marqueteiros de surpresa.

“Eu disse que posso discutir sobre Cuba, sobre Irã. Para mim é mais simples, não tenho vocação belicista, tenho vocação para o diálogo. Se precisar que o Brasil converse com qualquer país sobre a interferência americana, estamos dispostos”, afirmou Lula à imprensa após o encontro com Trump.

Em seu segundo mandato, Lula investiu não apenas no relacionamento com países em desenvolvimento, fortalecendo o BRICS, mas também se envolvendo em negociações antes operadas por americanos e europeus. Em 2010, o acordo de Teerã, assinado por Irã e Turquia, procurava limitar o poder iraniano sobre o enriquecimento de urânio.

“Falei que tem que reformar a ONU. Os membros permanentes (do Conselho de Segurança) têm obrigação de fazer mudanças. Eu disse que ele poderia convocar o Conselho para discutir as guerras. E por que não aumentar o tamanho do Conselho de Segurança? O Brasil tem tamanho para isso, o México também, Egito também. A geopolítica de 2026 não é a mesma de 1945”, disse.

Desde o início do terceiro mandato, Lula vem tentando recuperar a influência internacional, mas sem grande sucesso. O cenário parece começar a mudar após o encontro bem-sucedido com o presidente de uma das duas maiores potências mundiais da atualidade.

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