Política

Aliados de produtora de Dark Horse rebatem elo com PCC

Apoiadores de Karina Gama afirmam que ONGs convivem com facções para atuarem nas comunidades, mas que Karina não tem relação com o crime

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Basília Rodrigues
Cena do filme "Dark Horse" sobre Jair Bolsonaro | Reprodução

Cena do filme "Dark Horse" sobre Jair Bolsonaro | Reprodução

A acusação de que a empresária Karina Gama, produtora do filme Dark Horse e administradora de ONG que fornece Wi-fi em São Paulo, teria relação com o PCC tem sido duramente rechaçada por apoiadores da empresária.

Segundo pessoas próximas de Karina, ouvidas pela Coluna no SBT News, a afirmação que surge em investigação autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, causou indignação. A avaliação é de que qualquer ONG que atue em uma comunidade no Brasil é obrigada a conviver com as facções, por serem elas que comandam as regras nessas localidades. Aliados de Karina chegam a classificar a investigação de discriminatória e ofensiva às pessoas que vivem em comunidades.

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Karina afirma que nunca se envolveu com estas facções e que sempre entrou e atuou nas comunidades por meio da igreja evangélica apoiando os residentes locais como uma missão.

A investigação da Polícia Federal, sob a supervisão de Dino, chegou ao nome de Alex Bispo, acusado de ser membro do PCC e que trabalhava com Karina.

A empresária alega, porém, que não sabia de qualquer envolvimento de Alex com o crime e o contratou por ter expertise em serviços de internet. Ele tinha uma empresa e já havia trabalhado para a Surf Telecom, que implantou chip social na cidade de Paraisopolis.

Alex Bispo, porém, seria conhecido como o “escorpião do PCC”, e até possui uma tatuagem de escorpião. Karina tem dito que desconhecia qualquer associação com o crime organizado e que, depois das suspeitas, rescindiu o contrato.

A investigação sobre suspeita de destinação de emendas e recursos públicos para o filme Dark Horse foi federalizada neste mês. Inicialmente, a apuração da Polícia Civil de SP, sobre supostos desvios de recursos públicos do programa de Wi-Fi, foi compartilhada com a Polícia Federal, por determinação de Flávio Dino, que é relator de processo sobre emendas parlamentares. O ministro depois decidiu trazer todo caso para o STF e apontou suposto elo com o PCC.

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