Dallagnol usa "caso Garotinho" para manter campanha
TSE suspendeu campanha do ex-procurador da lava jato, agora filiado ao Novo, ao Senado pelo Paraná

deltan
Proibido de fazer campanha ao Senado, o ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol disse que vai recorrer da decisão e apontou supostas contradições do relator Floriano Peixoto, ministro do Tribunal Superior Eleitoral.
Dallagnol comparou a situação dele com do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, que vai concorrer nestas eleições subjudice, ou seja, mesmo com questionamentos pendentes de decisão final da justiça.
“A primeira contradição apontada envolve uma decisão assinada pelo próprio ministro Floriano apenas 22 dias antes. Em 28 de agosto, ao analisar o caso de Anthony Garotinho, o ministro enfrentou uma situação em que o TRE-RJ havia restringido o acesso do candidato a recursos públicos e ao horário eleitoral enquanto seu registro permanecia sub judice. Floriano derrubou essas restrições”, afirma nota do político paranaense.
A decisão que suspendeu os atos de campanha e acesso a fundos públicos para campanha de Dallagnol atendeu a um pedido do PT, partido rival do candidato.
“A cautelar tramitava sob sigilo, e o candidato não havia sido previamente intimado para se manifestar antes de a decisão ser tomada”, crítica.
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná deferiu o registro da candidatura de Deltan. Mas houve recurso ao TSE.
Antes do plenário da corte eleitoral decidir sobre o registro, o ministro relator tomou decisão preventiva para conter uso de recursos público e publicidade de campanha de candidato que pode ter seu registro barrado também no TSE.
A campanha quer que o plenário do TSE examine decisão de Floriano. Nas redes e em entrevistas, a estratégia é apontar para perseguição política e dano irreparável à disputa.
“Quando uma candidatura com registro aprovado é interrompida por uma decisão individual, tomada em um procedimento sigiloso ao qual o próprio candidato ainda não teve acesso integral, o alerta não é sobre uma candidatura, é sobre o país”, afirma Dallagnol.

























