Dark Horse pede registro final à Ancine, mas faltam dados
SBT News apurou que filme pagou tributo para obter registro, mas ainda não forneceu dados sobre contratos e fontes financeiras, o que inviabiliza exibição

"Dark Horse", filme que narra trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) | Divulgação
A produtora do filme Dark Horse, que conta história do ex-presidente Jair Bolsonaro, pediu à Agência Nacional de Cinema (Ancine) o registro final para exibição no Brasil, pagou o tributo, mas não apresentou até agora dados mais detalhados sobre contratos do filme.
O Certificado de Registro de Título (CRT) é o que determina se as salas de cinema têm autorização para colocar o filme nas telas. Além do CRT, a produção também precisa obter a classificação indicativa via Ministério da Justiça.
O SBT News apurou que os organizadores do filme pagaram uma taxa de R$ 7 mil 291, que é a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine), no dia 31 de agosto. O tributo é cobrado sobre produção, distribuição e licenciamento.
Mas, além disso, precisariam fornecer dados mais aprofundados, o que ainda não aconteceu.
O prazo de resposta da Ancine acaba semana que vem.
Fontes da Ancine informaram à Coluna que não há perspectiva de autorização. “É como se você recolhesse as custas para registrar um imóvel, avisasse que ia registrar, mas não assinasse a escritura de compra e venda”, comparou um dos técnicos responsável pela autorização de filmes que podem ser exibidos no Brasil.
Organizadores do filme falam que há dificuldade em reunir informações sobre contratos e locações nos Estados Unidos por proteção de dados e risco de responderem a processo na Justiça norte-americana.
Até o momento, o filme tem apenas o Registro de Obra Estrangeira (ROE), que não serve de permissão para que o filme vá aos cinemas.
Apesar de contar com cenas no Brasil, o filme é registrado como uma obra americana.
A distribuidora do filme no Brasil, Europa Filmes, já anunciou que não pretende lançar a obra neste ano, diante de impasses políticos.
A produtora Go Up definiu como plano contratar distribuidoras que ficarão responsáveis por diferentes regiões do mundo, como Estados Unidos, Canadá, Europa e Ásia. Quer garantir uma distribuição global para não correr risco de que vazamentos em streamings ou darkweb comprometam a expectativa de lucro com o lançamento oficial.
























