Deltan tentou pedir suspeição de Toffoli mas não teve acesso
Julgamento terminou em 5 a 2, com voto de Dias Toffoli; defesa afirma que tentou questionar a participação do ministro no processo

Derrotado no Tribunal Superior Eleitoral nesta noite (21), o ex-procurador Deltan Dallagnol planejava pedir que o ministro Dias Toffoli fosse proibido de votar. A defesa jurídica do político, no entanto, diz que não conseguiu ser habilitada a tempo no processo para pleitear.
A sessão acabou em 5 a 2, incluindo voto de Toffoli, pela suspensão dos atos de campanha de Dallagnol até nova decisão. O TSE ainda não deu a palavra final sobre a inelegibilidade do candidato.
A defesa argumenta que Toffoli não poderia ter julgado o caso porque consta em uma das reclamações que pesam sobre a conduta de Deltan Dallagnol, como procurador da República.
Um dos documentos que embasaram a decisão do TSE trata de acusação de que Deltan, durante a investigação da Lava Jato, apontou participação de Dias Toffoli no resort do Tayayá, no Paraná. Deltan afirmou, em conversa exposta pela Vaza Jato, que Toffoli seria sócio oculto do empreendimento. Na época, a investigação não avançou e a conduta de Deltan foi questionada como um desvio da atuação do então procurador.
Em 2023, o TSE declarou Dallagnol inelegível por suposta fraude eleitoral. Na época, o tribunal considerou que o ex-procurador havia pedido exoneração do Ministério Público Federal de forma antecipada para evitar que fosse alvo em procedimentos disciplinares.
Apesar disso, nestas eleições, ele teve o registro liberado pela justiça eleitoral do Paraná. Para ministros, o TRE-PR pode ter desrespeitado entendimento anterior do TSE.
























