Karina Gama diz a Dino que Wi-Fi em SP pode ser suspenso
Em pedido encaminhado ao ministro, produtora pede esclarecimento de decisão que suspende repasses públicos

Ministro do STF Flávio Dino | Gustavo Moreno/STF
A produtora Karina Gama, dona de empresas que participaram do filme "Dark Horse" e do programa de Wi-Fi da Prefeitura de São Paulo, recorreu ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, para garantir o recebimento de pagamento pelos serviços prestados ao programa de internet, em que alerta para o risco de o fornecimento de internet nas comunidades ser suspenso.
Cerca de 1 milhão e 400 mil pessoas são atendidas pelos pontos gratuitos de internet em projeto da Prefeitura. A folha de pagamento mensal é de R$ 900 mil, e há cerca de 250 colaboradores. O SBT News apurou que os pagamentos estão garantidos somente até o fim deste mês. Por isso, a partir de outubro, haveria risco para a manutenção do serviço.
A Polícia Federal conduz inquérito que apura suposto desvio de recursos públicos do programa para o filme. A suspensão dos repasses veio em decisão de Flávio Dino, em setembro.
No documento a que o SBT News teve acesso, Karina pede ao ministro do STF que esclareça o alcance da decisão dele, que suspende o exercício de qualquer atividade de natureza econômica ou financeira do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e da Academia Nacional de Cultura (ANC), de propriedade de Karina, e ainda qualquer pagamento oriundo de contratos com o poder público.
A produtora observa que tem obrigações com os prestadores de serviço para a continuidade de 3 mil 200 pontos de acesso gratuito à internet em comunidades da periferia de São Paulo.
O pedido é para saber se a decisão de Dino “alcança a execução desse serviço, impondo a sua interrupção e a consequente rescisão do contrato público; ou se se dirige a contratos futuros, preservando a continuidade da prestação do serviço público correspondente ao programa Wi-Fi Livre SP”.
“Data máxima vênia, estes esclarecimentos são urgentes porque a paralisação não atinge apenas embargante: atinge a todos os stakeholders e a população beneficiária”, diz o pedido.
Ainda não houve resposta do ministro Flávio Dino no caso.























