Nunes Marques avalia votar em caso Master após eleições
Ministro se declarou impedido de julgar acusação sobre Alexandre de Moraes na semana passada

Ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) | Divulgação/Antonio Augusto/STF
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, pode rever o entendimento de não votar em casos relacionados ao Banco Master depois das eleições.
Segundo interlocutores do ministro, ele tem dito que o julgamento do caso deve ficar para o próximo ano e defendido que irá lidar com cada agonia a seu tempo.
Na semana passada, Nunes Marques se declarou impedido de julgar acusação sobre o ministro Alexandre de Moraes por compreender que o caso Master gera impacto nas eleições e ele, como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deveria se manter neutro.
A justificativa causou estranheza entre ministros do próprio tribunal, uma vez que o relator do caso Master, André Mendonça, é vice-presidente do TSE, ao lado de Nunes Marques.
Vazamentos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro trouxeram exposição para o ministro, desde acusação de favorecimento do Master em decisões judiciais, proximidade de Vorcaro com o filho do magistrado, Kevin Marques, favorecimentos diversos, incluindo favores de ordem pessoal, e supostos emissários do ministro rotulados de “turma do KN”.
Em manifestação à imprensa nesta segunda-feira (21), o ministro afirmou que nunca votou a favor de Vorcaro, nunca teria trocado mensagens nem pedido nada a ele.
No início do mês, o ministro foi duramente cobrado, por mensagem de texto, pelo decano Gilmar Mendes a não julgar processos do Master porque estaria impedido. Além das questões em plenário, boa parte dos processos do Master está atualmente na Segunda Turma do STF, da qual Nunes Marques faz parte. Nunes Marques negou e chegou a bloquear Mendes.

























