Flávio diz que não repetirá “erro” de Jair de deixar os EUA
Em entrevista, senador afirmou que continuará exercendo restante do mandato à distância, voltou a alegar fraude e disse querer disputar novamente em 2030
Por SBT News
Flávio Bolsonaro desembarcou em Miami na quarta (28) | REUTERS/Eva Marie Uzcategui
Em sua segunda semana nos Estados Unidos desde que fugiu do Brasil após o segundo turno das eleições, o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência, disse não querer cometer o mesmo “erro” do pai, Jair Bolsonaro (PL), de retornar ao país depois de um período em solo americano.
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Bolsonaro se recusou a passar a faixa presidencial em 2023 e ficou cerca de três meses na Flórida até voltar ao Brasil, onde terminou condenado à prisão em setembro de 2025 por tentativa de golpe de Estado e crimes correlatos.
Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Flávio voltou a dizer que não teria um julgamento justo caso permanecesse no país, assim como considera não ter havido com seu pai. É a segunda declaração a um veículo de imprensa desde a saída – a primeira foi ao jornal americano New York Times.
“Ele [Jair Bolsonaro] vai para os Estados Unidos e volta por saber que é inocente, acreditando que ia passar por um processo justo. Eu aprendo com os erros e os acertos do presidente Bolsonaro, e não vou cometer o mesmo erro", afirmou.
A conversa foi realizada em Miami, na Flórida, onde Flávio desembarcou na manhã de 28 de outubro. O senador voltou a dizer que não contará detalhes sobre a fuga “para ninguém”, mas negou qualquer envolvimento direto de outros governos, como o americano e o israelense, na operação. A rota teve passagens pela Argentina e Equador.
Flávio diz que se manterá nos EUA com reservas próprias acumuladas como “empresário e advogado” e admite que poderá “ter que trabalhar” no país como outros imigrantes, mas negou a possibilidade de renunciar ao mandato como senador. O salário bruto do cargo está na faixa dos R$ 46 mil.
“De forma alguma. Sempre que houver a possibilidade de participar das sessões de forma virtual, vou participar", afirmou. Flávio terá o cargo e a imunidade parlamentar que o acompanha até fevereiro, quando será empossada a próxima legislatura.
Inconformidade com o resultado
Flávio voltou a alegar fraude nas urnas, mas admitiu não ser capaz de apresentar provas concretas por, segundo ele, não haver abertura para se investigar a questão.
A suposta evidência citada pelo senador é que seria “matematicamente impossível” o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter ganhado 10,3 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turnos.
“Não tem nenhuma explicação matemática para o Lula ter tido aquela votação a mais que ele teve em relação ao primeiro turno. É impossível não ser manipulação de resultado. A gente nunca vai saber porque não deixam investigar [...] Nem eu nem Lula podemos falar com 100% de certeza que alguém foi eleito presidente do Brasil", afirmou.
Questionado sobre o resultado do primeiro turno, quando seu partido, o PL, obteve maioria na Câmara e no Senado, Flávio disse que isso não o impede de contestar o resultado. “Qual a garantia que tenho que não venci a eleição no primeiro turno?", disse.
Aliados e 2030
Para o senador, a rede de aliados que admitiram o resultado das urnas – como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto; o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN); e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas – “não falam exatamente o que pensam” por medo de sofrer consequências judiciais.
Flávio também reafirmou a intenção de voltar a se candidatar em 2030, mas que o candidato preferencial será o pai, caso esteja elegível.
Sobre Tarcísio, Flávio disse que conversou com o governador após as eleições, mas que não é “obrigado a concordar com tudo que ele fala".
“Expliquei meu ponto de vista e falei que se tiverem novas eleições, eu sou candidato".
Flávio diz que não repetirá “erro” de Jair de deixar os EUAEm entrevista, senador afirmou que continuará exercendo restante do mandato à distância, voltou a alegar fraude e disse querer disputar novamente em 2030
Política2026-11-06T22:19:46.794ZEm sua segunda semana nos Estados Unidos desde que fugiu do Brasil após o segundo turno das eleições, o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência, disse não querer cometer o mesmo “erro” do pai, Jair Bolsonaro (PL), de retornar ao país depois de um período em solo americano. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Bolsonaro se recusou a passar a faixa presidencial em 2023 e ficou cerca de três meses na Flórida até voltar ao Brasil, onde terminou condenado à prisão em setembro de 2025 por tentativa de golpe de Estado e crimes correlatos. + Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Flávio voltou a dizer que não teria um julgamento justo caso permanecesse no país, assim como considera não ter havido com seu pai. É a segunda declaração a um veículo de imprensa desde a saída – a primeira foi ao jornal americano “Ele [Jair Bolsonaro] vai para os Estados Unidos e volta por saber que é inocente, acreditando que ia passar por um processo justo. Eu aprendo com os erros e os acertos do presidente Bolsonaro, e não vou cometer o mesmo erro", afirmou. A conversa foi realizada em Miami, na Flórida, onde Flávio desembarcou na manhã de 28 de outubro. O senador voltou a dizer que não contará detalhes sobre a fuga “para ninguém”, mas negou qualquer envolvimento direto de outros governos, como o americano e o israelense, na operação. A rota teve passagens pela Argentina e Equador. Flávio diz que se manterá nos EUA com reservas próprias acumuladas como “empresário e advogado” e admite que poderá “ter que trabalhar” no país como outros imigrantes, mas negou a possibilidade de renunciar ao mandato como senador. O salário bruto do cargo está na faixa dos R$ 46 mil. “De forma alguma. Sempre que houver a possibilidade de participar das sessões de forma virtual, vou participar", afirmou. Flávio terá o cargo e a imunidade parlamentar que o acompanha até fevereiro, quando será empossada a próxima legislatura. Inconformidade com o resultado Flávio voltou a alegar fraude nas urnas, mas admitiu não ser capaz de apresentar provas concretas por, segundo ele, não haver abertura para se investigar a questão. A suposta evidência citada pelo senador é que seria “matematicamente impossível” o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter ganhado 10,3 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turnos. “Não tem nenhuma explicação matemática para o Lula ter tido aquela votação a mais que ele teve em relação ao primeiro turno. É impossível não ser manipulação de resultado. A gente nunca vai saber porque não deixam investigar [...] Nem eu nem Lula podemos falar com 100% de certeza que alguém foi eleito presidente do Brasil", afirmou. Questionado sobre o resultado do primeiro turno, quando seu partido, o PL, obteve maioria na Câmara e no Senado, Flávio disse que isso não o impede de contestar o resultado. “Qual a garantia que tenho que não venci a eleição no primeiro turno?", disse. Aliados e 2030 Para o senador, a rede de aliados que admitiram o resultado das urnas – como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto; o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN); e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas – “não falam exatamente o que pensam” por medo de sofrer consequências judiciais. Flávio também reafirmou a intenção de voltar a se candidatar em 2030, mas que o candidato preferencial será o pai, caso esteja elegível. Sobre Tarcísio, Flávio disse que conversou com o governador após as eleições, mas que não é “obrigado a concordar com tudo que ele fala". “Expliquei meu ponto de vista e falei que se tiverem novas eleições, eu sou candidato". São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/flavio-diz-que-nao-repetira-erro-de-jair-de-deixar-os-eua
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