STF cobra explicações sobre supostas irregularidades em emendas parlamentares
Decisão do ministro Flávio Dino reacende tensão entre os Três Poderes e expõe acusações de falta de transparência na destinação de recursos públicos
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Victória Melo, do SBT Brasil
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governo federal, o Congresso Nacional e os partidos políticos expliquem, em até dez dias úteis, como estão sendo usadas as verbas destinadas a projetos indicados por parlamentares no orçamento público.
A decisão atende a uma denúncia de três organizações não governamentais que apontam a existência de mais de R$ 8 bilhões em recursos que estariam sendo escondidos ou mal identificados, dificultando o acompanhamento e o controle da sociedade.
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De acordo com as denúncias, esses recursos estariam sendo misturados a outras despesas do governo para escapar das regras de transparência determinadas pelo próprio STF. A situação lembra o chamado “orçamento secreto”, que foi declarado inconstitucional em 2022 por falta de clareza e controle e vai contra as novas regras estipuladas por Dino para garantir transparência.
A oposição reagiu duramente à medida do magistrado, alegando interferência indevida do Judiciário em decisões orçamentárias e atraso na liberação de verbas destinadas aos parlamentares.
O clima também é de desconforto entre aliados do governo, que veem o pedido de esclarecimentos como um fator de instabilidade política. Dino, por sua vez, classificou como desproporcional a repercussão de um despacho que, segundo ele, apenas solicitava manifestações das partes envolvidas.
Já a Advocacia-Geral da União rebateu as denúncias, alegando que os valores questionados estão sob controle do Executivo e não envolvem indicação direta de congressistas. Até o momento, o Congresso não apresentou resposta formal ao Supremo.
STF cobra explicações sobre supostas irregularidades em emendas parlamentaresDecisão do ministro Flávio Dino reacende tensão entre os Três Poderes e expõe acusações de falta de transparência na destinação de recursos públicosPolítica2025-06-13T23:21:47.987ZO ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governo federal, o Congresso Nacional e os partidos políticos expliquem, em até dez dias úteis, como estão sendo usadas as verbas destinadas a projetos indicados por parlamentares no orçamento público. A decisão atende a uma denúncia de três organizações não governamentais que apontam a existência de mais de R$ 8 bilhões em recursos que estariam sendo escondidos ou mal identificados, dificultando o acompanhamento e o controle da sociedade. De acordo com as denúncias, esses recursos estariam sendo misturados a outras despesas do governo para escapar das regras de transparência determinadas pelo próprio STF. A situação lembra o chamado “orçamento secreto”, que foi declarado inconstitucional em 2022 por falta de clareza e controle e . A oposição reagiu duramente à medida do magistrado, alegando interferência indevida do Judiciário em decisões orçamentárias e atraso na liberação de verbas destinadas aos parlamentares. O clima também é de desconforto entre aliados do governo, que veem o pedido de esclarecimentos como um fator de instabilidade política. Dino, por sua vez, classificou como desproporcional a repercussão de um despacho que, segundo ele, apenas solicitava manifestações das partes envolvidas. Já a Advocacia-Geral da União rebateu as denúncias, alegando que os valores questionados estão sob controle do Executivo e não envolvem indicação direta de congressistas. Até o momento, o Congresso não apresentou resposta formal ao Supremo.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/stf-cobra-explicacoes-sobre-supostas-irregularidades-em-emendas-parlamentares
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