Política

Líder do governo no Senado vê cenário favorável à aprovação de Messias para o STF

Com retomada dos trabalhos, advogado-geral da União volta a se reunir com senadores; mensagem do Planalto ainda não chegou ao Congresso

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O presidente Lula (à esquerda) e Jorge Messias (à direita) | Ricardo Stuckert/PR

O líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner (PT-BA), indicou nesta quarta-feira (4) que o Palácio do Planalto vê um caminho pavimentado para a aprovação de Jorge Messias, advogado-geral da União, ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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O senador disse que o avanço do tema depende de uma nova conversa do presidente Lula (PT) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

O encontro seria nesta quarta (4), depois do evento de lançamento do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, mas não aconteceu por conflitos de agenda.

"Está dependendo da conversa do presidente com o Davi para ele agendar e o presidente mandar a papelada. Ele [Alcolumbre] já teve uma primeira conversa com o presidente, mas essa conversa não foi conclusiva. Mas, quando ele saiu da conversa, o presidente teria dito que o caminho do Messias está azeitado", afirmou Wagner a jornalistas no Palácio do Planalto.

Jaques Wagner, figura política muito próxima a Lula, defendeu que Messias tem baixa rejeição e destacou que o advogado-geral é lembrado por sua abertura ao diálogo, além de ser evangélico, o que pode ajudar com senadores mais à direita.

Messias retomou, nesta semana, o cronograma de visitas a gabinetes de senadores no Congresso Nacional.

Com a volta dos trabalhos legislativos, na segunda-feira (2), a ideia é ouvi-los e buscar aproximação para garantir que não haja percalços na sabatina na Comissão de Constituição e Justiça, além de uma votação tranquila no plenário do Senado.

Messias foi indicado por Lula em novembro do ano passado para ocupar a cadeira deixada no STF por Luís Roberto Barroso, que se aposentou. Apesar da escolha do petista, a mensagem oficializando a indicação ainda não foi enviada ao Congresso.

No ano passado, um impasse político impediu o andamento do processo. É que a preferência de Davi Alcolumbre era pelo nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado e seu aliado.

A escolha de Messias frustrou Alcolumbre e inaugurou novo desgaste na relação com Lula. Em 2026, no entanto, uma série de gestos dos dois lados parece indicar a intenção de uma relação mais tranquila e pacífica entre Executivo e Legislativo.

Durante evento contra o feminicídio realizado nesta quarta (4), no Planalto, Alcolumbre criticou o que seriam "narrativas de agressões entre os Poderes" e falou em união.

"Este ato é a demonstração clara que as instituições republicanas do Brasil, fortes, sendo protegidas e defendidas por nós, precisam estar unidas. Porque os problemas que enfrentamos no mundo real das brasileiras e brasileiros não nos permitirá tirar o foco do que é importante para o Brasil", afirmou.

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