Política

Renan diz que Galípolo foi “muito solícito” e se comprometeu a repassar informações sobre Banco Master e BRB

Senador disse que reunião com o presidente do BC nesta quarta (4) também buscou assessoramento técnico para subsidiar os trabalhos da CAE no caso

O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou nesta quarta-feira (4) que o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, foi “muito solícito” durante reunião para tratar do caso envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover
“Ele se convenceu logo de que o papel da comissão é fortalecer o Banco Central, é apoiar a liquidação do Master e investigar para responsabilizar essas pessoas para que esse tipo de crime não volte a existir no Brasil. Acho que esse é um grande legado que pode sair da CAE do Senado.”, declarou a jornalistas.

Renan disse que o objetivo da reunião foi pedir acesso às informações já existentes sobre o caso e apoio técnico do BC. Segundo o senador, Galípolo se comprometeu com isso.

“Falei para ele que a única coisa que nos ajudará a responder o que a sociedade está cobrando é uma linha do tempo. Aí vamos saber quem comunicou a quem, quem informou quem e a extensão dos crimes cometidos pelos diretores do Banco Master [...] que praticaram essas fraudes no Brasil porque em todos os momentos contaram com apoio político”, disse Calheiros.

A CAE instalou nesta quarta-feira (4) um grupo de trabalho para acompanhar as investigações relacionadas ao Banco Master. Renan também informou que, na próxima semana, a comissão deve buscar apoio de outros órgãos.

“Na próxima semana, vamos visitar o ministro do Supremo, ministro Fachin, e o diretor da Polícia Federal [Andrei Rodrigues] pedindo sempre a mesma coisa: que disponibilize um assessoramento técnico, do ponto de vista do órgão, da instituição, e requisitando as informações das investigações existentes”, disse.

O senador ressaltou ainda que a atuação da CAE não exclui outras frentes de apuração no Congresso.

“Nós não somos contra instalação de CPI. Assinei os pedidos de CPI existente. O trabalho da comissão da CAE com as CPIs são trabalhos complementares e caberá a Comissão da CAE fazer o aprimoramento da legislação”, afirmou.

Últimas Notícias