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Agência dos EUA investiga Nike por suposta 'discriminação contra pessoas brancas'

Comissão afirma que políticas de diversidade podem ter resultado em discriminação reversa; empresa diz que coopera com investigação

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Antonio Souza, com informações da Reuters
Agência dos EUA investiga Nike por suposta 'discriminação contra pessoas brancas'

A agência americana responsável por fiscalizar leis contra a discriminação no mercado de trabalho informou nesta quarta-feira (4) que está investigando a Nike por suposta discriminação contra pessoas brancas por meio de suas políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI).

A Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego (EEOC, sigla em inglês) afirmou, em documento judicial, que a a empresa se recusou a cumprir uma intimação que solicitava dados detalhados sobre a composição racial e étnica da força de trabalho, além de informações sobre funcionários escolhidos para programas de mentoria e desenvolvimento profissional.

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Segundo a comissão, a investigação apura se a Nike "discriminou intencionalmente funcionários e candidatos a emprego brancos, inclusive ao atingi-los de forma desproporcional em processos de demissão". O combate a políticas de diversidade foi uma das bandeiras da campanha de Trump à presidência.

A agência afirma que precisa das informações solicitadas para avaliar se a empresa violou leis federais antidiscriminatórias.

O que diz a Nike?

Em nota, um porta-voz da Nike classificou o processo como uma “escalada surpreendente e incomum” e disse que a empresa vem cooperando com a investigação, já tendo entregue milhares de páginas de documentos à agência.

“Estamos comprometidos com práticas de emprego justas e legais e cumprimos todas as leis aplicáveis, incluindo aquelas que proíbem a discriminação”, afirmou o porta-voz.

Trump intensifica ofensiva contra programas de DEI

A investigação é o episódio mais recente da ofensiva do presidente Donald Trump e de seus indicados contra políticas de diversidade, equidade e inclusão no governo, no setor privado e no ensino superior.

Críticos desses programas afirmam que eles comprometem decisões baseadas no mérito e podem resultar em discriminação reversa, especialmente contra homens brancos.

A presidente da EEOC, Andrea Lucas, declarou que muitos programas de diversidade adotados por empresas podem ser ilegais. Segundo ela, a agência está preparada para investigar e processar empregadores que violem leis que proíbem discriminação por raça, sexo, religião e outras características protegidas.

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