Política

Michelle expressa apoio a Carol de Toni em meio a conflito por vaga ao Senado

Ex-primeira-dama compartilhou stories com deputada que ameaça deixar PL; Carlos Bolsonaro mudou domicílio para concorrer à vaga por SC, criando impasse

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A presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro (esq.), e a deputada Carol de Toni (dir.) | Reprodução/Instagram

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou a dar sinal público de apoio à deputada Carol de Toni (PL-SC) em publicação nos stories do Instagram nesta quarta-feira (4). Toni trava uma disputa interna no partido para ser candidata ao Senado e tem dito a interlocutores que não descarta trocar de legenda para alcançar o objetivo.

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O post de Michelle, presidente do PL Mulher, mostra duas imagens: uma de Toni abraçada com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e uma onde as duas apertam as mãos. “Estaremos com você", escreve a ex-primeira-dama na legenda. Em resposta, a deputada agradece pelo “apoio incondicional” prestado por Michelle, a quem define como “líder nacional” e “mulher inspiradora".

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O episódio marca um novo capítulo na disputa para definir qual será a chapa do PL para as duas cadeiras em disputa no Senado nas eleições de outubro. Carlos Bolsonaro (PL), vereador pelo Rio, decidiu mudar o domicílio eleitoral para concorrer à vaga representando Santa Catarina, com o aval de Bolsonaro.

O estado é um reduto sólido do bolsonarismo e do partido: elegeu o governador Jorginho Mello (PL), deu quase 70% dos votos para a reeleição de Bolsonaro em 2022 e, dos 16 deputados que tem direito na Câmara, alçou às cadeiras 6 do PL –sendo Carol de Toni a mais votada, com 227.632.

O movimento de Carlos pôs em cheque a candidatura de Toni e interferiu na costura conduzida pelo presidente do partido, Valdemar Costa Neto.

A intenção, conforme interlocutores do partido, era construir a chapa com uma vaga própria do PL e outra de um sigla aliada – nessa conjuntura, Valdemar apoiaria a reeleição do senador Esperidião Amin, do PP, para estreitar a aliança com o partido de Ciro Nogueira e construir palanques fortes em outros estados.

Toni tem dito que pode deixar o PL para concorrer ao Senado, com ao menos 6 legendas interessadas em abrigar a deputada. O martelo, porém, não está batido: o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), disse que irá conversar com Valdemar para evitar a saída de Toni.

A janela partidária deste ano ficará aberta de 6 de março a 5 de abril.

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