Planalto monta operação para evitar derrota no fim da CPMI do INSS
Parlamentares da base governista são convocados a não deixar Brasília e governo exonera ministro para evitar voto de senadora de oposição


Nathalia Fruet
A ordem do Palácio do Planalto para deputados e senadores da base governista é que eles não deixem a capital federal até a votação do relatório da CPMI do INSS ser concluída, o que está previsto para a madrugada deste sábado (28).
Para evitar uma nova derrota, como ocorreu quando a comissão aprovou a quebra do sigilo fiscal e bancário do filho do presidente Lula, no final da tarde desta sexta-feira (27), o ministro Carlos Fávaro, da Agricultura, foi exonerado em uma edição extra do Diário Oficial da União. A senadora Margareth Buzetti (PP- MT), foi informada no final da tarde por assessores que teria que deixar a comissão.
“Eu acho que o governo tá com muito medo desse relatório. É a única explicação para ele ser exonerado a essa hora numa sexta-feira” disse a senadora ao deixar o plenário da CPMI.
A senadora de Mato Grosso ocupava a vaga do senador Styvenson Valentim (PSDB-RN), que não está em Brasília. Sem os dois parlamentares, quem ocupa a vaga é o senador Beto Faro, do PT-PA. Ou seja, a troca é de uma senadora que seria favorável ao relatório de Alfredo Gaspar, com o indiciamento de Lulinha, por um parlamentar que vai barrar a responsabilização.
Como resposta ao relatório de Alfredo Gaspar, os governistas apresentaram um outro relatório que pede o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro, o que também tem sido considerado um viés político-eleitoral.
Diante do impasse e contando os votos, a estratégia do governo é obrigar o senador Carlos Vianna, presidente da CPMI, a negociar a votação do documento feito pelo relator sem os pontos polêmicos, como é o caso do pedido de indiciamento e até de prisão de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.









