Relatório governista da CPMI do INSS inclui Flávio Bolsonaro na lista de indiciados
Pré-candidato à Presidência, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi incluído na lista de indiciados por sua relação com Letícia Caetano

Valentina Moreira
O nome do senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece na lista de indiciados do relatório governista da CPMI do INSS.
Flávio é listado em razão da sua relação com Letícia Caetano, irmã de Alessandro Caetano, sócio de Antônio Carlos Antunes, o Careca do INSS. Letícia é sócia do escritório de advocacia de Flávio, que funciona em sua casa em Brasília.
O SBT News apurou que a base governista pretende usar o elo para ligar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao escândalo de descontos indevidos na folha de pagamento dos aposentados do INSS.
O relatório governista será apresentado em uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira (27). Além de Flávio Bolsonaro, o texto apresenta uma lista de 170 indiciados, que inclui o ex-ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni; o empresário Domingos Sávio, pela propriedade de empresas em que ele é apontado como sócio oculto de Antônio Carlos Camilo, o careca do INSS, também apontado como pessoa envolvida; além do empresário Maurício Camisotti, estes nomes já adiantados na coluna da analista Basília Rodrigues.
O pano de fundo da citação a Flávio Bolsonaro no relatório governista é o crescimento do senador nas pesquisas para a Presidência. Recentemente, a comunicação do governo ajustou sua estratégia para combater a tese de que ele representaria um "bolsonarismo moderado".
Segundo apuração do SBT News, há um esforço de aliados do Planalto para enfatizar o sobrenome do parlamentar em todas as comunicações oficiais.









