Cidades

PF faz megaoperação em 16 estados no dia em que Lula lança plano contra crime organizado

Ação integrada cumpre 236 mandados e mira tráfico, armas e lavagem de dinheiro em todo o país

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Emanuelle Menezes
12/05/2026, 11:38 • Atualizado em 12/05/2026, 11:38
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Ações foram realizadas pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) | Divulgação/PF

Ações foram realizadas pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) | Divulgação/PF

A Polícia Federal realiza, nesta terça-feira (12), a Operação Força Integrada II, mobilização nacional contra o crime organizado realizada simultaneamente em 16 estados. A ofensiva acontece no mesmo dia em que o governo federal lança o programa Brasil Contra o Crime Organizado, pacote de R$ 11 bilhões voltado ao combate às facções criminosas.

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Coordenada pela PF, a operação reúne as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) e tem como foco o enfrentamento ao tráfico de drogas e armas, à lavagem de dinheiro e à atuação de organizações criminosas em diferentes regiões do país.

Ao todo, os agentes cumprem 165 mandados de busca e apreensão e 71 mandados de prisão em estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Maranhão.

Plano nacional contra facções

A ofensiva ocorre horas antes do lançamento oficial do programa Brasil Contra o Crime Organizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Segundo o governo federal, o plano foi elaborado em conjunto com estados e especialistas da área de segurança e terá quatro eixos principais:

  • asfixia financeira das organizações criminosas;
  • fortalecimento da segurança no sistema prisional;
  • combate ao tráfico de armas;
  • qualificação das investigações de homicídios.

O pacote prevê R$ 11 bilhões em investimentos, sendo R$ 1 bilhão do Orçamento da União e R$ 10 bilhões em financiamentos via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para os estados.

Na semana passada, Lula afirmou que é preciso "destruir o potencial financeiro do crime organizado".

"Eles hoje viraram, em alguns casos, empresas multinacionais", disse o presidente ao comentar a atuação de facções em diferentes setores da economia.

Operações miram tráfico, lavagem de dinheiro e armas

As ações desta terça-feira foram realizadas pelas FICCOs – forças-tarefa que reúnem Polícia Federal, polícias civis, militares, penais, Polícia Rodoviária Federal, guardas municipais e secretarias estaduais de segurança pública.

Segundo a PF, as operações ocorrem de forma integrada em todo o país para atingir estruturas financeiras, logísticas e operacionais das facções.

Entre os principais alvos estão:

  • grupos ligados ao tráfico interestadual e internacional de drogas;
  • esquemas de lavagem de dinheiro;
  • comércio ilegal de armas;
  • roubo de cargas;
  • receptação;
  • uso de empresas de fachada;
  • obtenção irregular de registros de CACs.

Em Minas Gerais, por exemplo, as operações Paper Stone e Rota Andina investigam organizações criminosas suspeitas de usar aeronaves, empresas de fachada e laranjas para movimentar dinheiro do tráfico. Apenas nessa ação, a Justiça determinou o sequestro de cerca de R$ 98 milhões.

Na Paraíba e em Minas, a Operação Trapiche cumpre 20 mandados de prisão contra um grupo suspeito de tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de capitais.

Já no Rio Grande do Norte, a Operação Barba II mira uma organização criminosa interestadual com bloqueio de aproximadamente R$ 13 milhões em bens.

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