Mundo

COP17 começa na Mongólia com foco no combate à seca

Conferência reúne representantes para discutir desertificação, recuperação de áreas degradadas, segurança hídrica e alimentar e adaptação aos efeitos da seca

M
A
Murillo Otavio, Agência Brasil
Áreas de garimpo ilegal na TI Yanomami vistas em sobrevoo ao longo do rio Mucajaí em 2023 | Reprodução

Áreas de garimpo ilegal na TI Yanomami vistas em sobrevoo ao longo do rio Mucajaí em 2023 | Reprodução

Começou nesta segunda-feira (17), em Ulaanbaatar, na Mongólia, a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17). Até 28 de agosto, representantes de 196 países e da União Europeia vão discutir soluções para desafios que afetam a população mundial, como o combate à seca, a recuperação de ecossistemas, o acesso universal à água e aos alimentos e a valorização de povos e territórios tradicionais.

📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique aqui e siga o canal do SBT News.

A terra é o principal elemento das discussões da conferência e está no centro das negociações entre representantes de governos e da sociedade civil. A COP17 ocorre com a expectativa de avançar em ações concretas para proteger o solo e também de resolver pendências deixadas pela COP16, realizada em 2024, em Riad, na Arábia Saudita.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover

A principal questão é a criação de um novo instrumento internacional para fortalecer a governança sobre as secas. O tema não teve acordo durante a COP16.

Outro ponto central são as metas de Neutralidade da Degradação da Terra (LDN, na sigla em inglês). A previsão é que os países participantes apresentem relatórios sobre as medidas adotadas para garantir que a quantidade e a qualidade dos recursos provenientes da terra sejam mantidas ou ampliadas. A conferência também vai discutir a recuperação de áreas degradadas, a proteção do solo e estratégias de resiliência e adaptação aos efeitos da seca.

A delegação brasileira chega ao encontro defendendo o fortalecimento de políticas de prevenção, monitoramento e adaptação, em um momento em que os efeitos da seca atingem diferentes regiões do país.

Desde 2024, o Brasil integra a Aliança Internacional para a Resiliência à Seca (IDRA), iniciativa criada durante a COP27. A expectativa é que a articulação ganhe espaço nas negociações da COP17 e contribua para ampliar os investimentos em monitoramento climático e sistemas de adaptação.

Embora o Semiárido continue entre as áreas mais vulneráveis, a seca também passou a atingir regiões historicamente associadas à abundância de água.

Últimas notícias