Saúde

Rio Grande do Sul registra dois casos de hantavirose em 2026; um paciente morreu

Secretaria da Saúde reforça que os casos não estão ligados ao surto investigado no cruzeiro MV Hondius

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Hantavírus | Reprodução Reuters

O Rio Grande do Sul confirmou dois casos de hantavirose em 2026, um deles com morte registrada. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, as ocorrências foram em áreas rurais e não têm relação com o surto investigado em um navio de cruzeiro que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde.

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Um dos casos confirmados no RS foi registrado na cidade de Antônio Prado, na Serra Gaúcha, com confirmação por exame laboratorial. O outro ocorreu no município de Paulo Bento, no norte gaúcho, com diagnóstico clínico-epidemiológico e evolução para óbito.

Apesar dos registros, a hantavirose é considerada endêmica no Brasil, ou seja, o vírus circula de forma contínua, principalmente em áreas rurais.

No Rio Grande do Sul, os casos registrados desde 2020 são:

• 2025: 8 casos confirmados

• 2024: 7 casos

• 2023: 6 casos

• 2022: 9 casos

• 2021: 3 casos

• 2020: 1 caso confirmado

Na semana passada, o Paraná também registrou dois casos da doença: um em Pérola d’Oeste e outro em Ponta Grossa. Outros 21 casos foram descartados e 11 seguem em investigação. No domingo (10), Minas Gerais confirmou a primeira morte por hantavírus no Brasil em 2026.

Sobre o hantavírus

A hantavirose é transmitida principalmente pelo contato com urina, fezes, saliva ou mordida de roedores silvestres. No Brasil, a forma mais comum da doença é a síndrome cardiopulmonar por hantavírus, considerada grave.

Os primeiros sintomas incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça, dor lombar e náusea. Com a evolução do quadro, o paciente pode apresentar falta de ar, aceleração dos batimentos cardíacos, tosse seca, queda da pressão arterial e até choque circulatório.

As principais situações de risco envolvem atividades em áreas rurais ou em ambientes fechados que possam estar contaminados, como limpeza de galpões, trabalhos agrícolas, colheitas, trilhas e pescarias.

Ratos urbanos, como ratazanas e camundongos, não são considerados os principais transmissores das variantes de hantavírus registradas no país.

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