Saúde

Casos de caxumba quase dobram no RJ em 2026 com vacinação abaixo da meta

Crianças concentram a maioria dos casos e cobertura segue abaixo dos 95% recomendados

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Vacinação | Reprodução

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro alerta para o aumento de casos de caxumba, em meio à queda na cobertura vacinal. Nos três primeiros meses de 2026, foram registrados 395 casos no Estado, quase o dobro do mesmo período do ano passado, quando houve 210 notificações.

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As crianças são as mais afetadas. Mais da metade dos registros envolve pacientes com menos de nove anos, sendo 37% entre cinco e nove anos e 26% entre um e quatro anos. Apesar da alta, não há registro de surto nem de mortes até o momento.

Segundo a secretaria, o avanço da doença está ligado à baixa adesão à vacinação. A imunização é a principal forma de prevenção.

Vacinação está abaixo da meta

A proteção contra a doença é feita com a vacina tríplice viral, que também previne sarampo e rubéola. A primeira dose deve ser aplicada aos 12 meses e o reforço aos 15 meses, com a vacina tetraviral, que também protege contra varicela.

Atualmente, a cobertura vacinal está abaixo do esperado: 85,62% na primeira dose e 70,03% na segunda. A meta do Ministério da Saúde é atingir pelo menos 95% do público-alvo.

Municípios como Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São Gonçalo e Belford Roxo estão entre as áreas com maior atenção neste momento. A vacina está disponível nos postos de saúde em todo o Estado.

O que é a caxumba

A caxumba é uma infecção viral que provoca inchaço nas glândulas salivares, principalmente na região do rosto. Os sintomas incluem febre, dor ao mastigar, dor de cabeça e dor de garganta.

A transmissão ocorre por gotículas de saliva, e os sinais podem aparecer entre 12 e 25 dias após o contato com o vírus. Em casos mais graves, a doença pode causar complicações como meningite, surdez, inflamação no cérebro e pancreatite.

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