Ucrânia firma acordo de defesa com Arábia Saudita e amplia sua atuação diplomática no Oriente Médio
Movimento acontece em meio à intensificação dos ataques da Rússia, que tem utilizado drones de origem iraniana no conflito

SBT Brasil
A Ucrânia ampliou sua atuação diplomática no Oriente Médio ao firmar um acordo de defesa com a Arábia Saudita. O movimento acontece em meio à intensificação dos ataques da Rússia, que tem utilizado drones de origem iraniana no conflito.
A aproximação com países árabes vai além da cooperação militar. O presidente Volodymyr Zelensky tenta fortalecer laços com nações que mantêm relações com Moscou, em uma estratégia para ampliar apoio político e financeiro fora do eixo tradicional europeu.
Segundo especialistas, trata-se de uma tentativa de diversificar alianças em um momento considerado delicado no conflito.
A Rússia intensificou o uso de drones de fabricação iraniana contra cidades ucranianas. Apenas nesta semana, mais de mil equipamentos foram lançados, segundo autoridades de Kiev.
Os ataques atingem áreas urbanas e infraestrutura, embora grande parte dos drones seja interceptada pelos sistemas de defesa ucranianos. Ainda assim, os danos seguem significativos.
O que prevê o acordo com a Arábia Saudita?
O acordo firmado envolve cooperação na área de defesa, incluindo troca de experiência militar. A expertise da Ucrânia em neutralizar drones tem despertado interesse de países do Oriente Médio.
Na prática, Kiev aposta na troca de conhecimento como moeda para obter investimentos e apoio político.
A movimentação também é vista como um recado aos Estados Unidos, especialmente em um cenário de incerteza política envolvendo o ex-presidente Donald Trump.
Zelensky tenta evitar um possível distanciamento entre Washington e Kiev, ao mesmo tempo em que busca enfraquecer a relação entre Trump e o presidente russo Vladimir Putin.
Rússia e Irã reforçam parceria estratégica
A Ucrânia acusa Moscou de compartilhar informações de inteligência com o Irã, incluindo possíveis alvos dos Estados Unidos no Oriente Médio.
A Rússia nega as acusações, mas admite que mantém uma parceria estratégica com Teerã, incluindo o fornecimento de equipamentos militares.
O chanceler Sergei Lavrov afirmou que Moscou não aceita as alegações de cooperação em inteligência com os iranianos.
Para analistas, a iniciativa ucraniana pode gerar ganhos pontuais, mas não altera de forma decisiva o cenário da guerra.
O coronel da reserva Paulo Filho avalia que o país busca principalmente financiamento externo:
"Ele tenta abrir novos acordos para conseguir apoio financeiro, que é essencial neste momento. Mas isso não muda o cenário da guerra, que continua bastante difícil."









