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Tribunal do DF autoriza Ibaneis a vender área de proteção ambiental para salvar BRB

Serrinha do Paranoá tem valor estimado em R$ 2,3 bilhões, mas tinha uso barrado por ressalvas em relação ao impacto ecológico

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Prédio do Banco de Brasília (BRB) | Divulgação/BRB

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal autorizou nesta sexta-feira (27) que o governo do Distrito Federal (GDF) use um terreno estimado em R$ 2,3 bilhões no plano de recomposição do Banco de Brasília (BRB) após o rombo deixado por operações fraudulentas junto ao Master. O requerimento para o uso do terreno havia sido apresentado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB).

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A decisão do desembargador Roberval Casemiro Belinati permite a venda da Serrinha do Paranoá, área de proteção ambiental com 716 hectares e que tinha seu uso no pacote de salvação do BRB barrado pela Vara de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiário do DF. O terreno pertence à Terracap e representa cerca de ⅓ da aréa total apresentada pelo GDF como garantia de socorro ao BRB.

A Vara de Meio Ambiente havia entendido que a Serrinha do Paranoá, por estar em área ambientalmente sensível no Cerrado, não poderia ser colocada à venda ou oferecida como garantia antes de um parecer técnico sobre impactos de alteração ecológica na vegetação nativa e em nascentes que passam pelo local.

Para Bellinati, porém, a área de proteção ambiental não é incompatível com o regime privado de apropriação de bens e a “mera possibilidade de transferência da referida área para o patrimônio de particulares não implica, por si só, risco de dano ambiental", sendo sua vedação, portanto, "verdadeira limitação administrativa ao direito de propriedade".

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Em 10 de março, Ibaneis sancionou uma lei que permite o GDF fortalecer o patrimônio líquido do BRB por meio da integralização de capital social, da realização de aportes financeiros e da venda prévia de bens públicos, móveis ou imóveis, com os recursos obtidos destinados ao reforço patrimonial do banco.

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