Líder do PT aciona PGR contra parlamentares que obstruíram plenário
Lindbergh Farias pede que a procuradoria apure a prática de abolição violenta do Estado democrático de Direito
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Gabriela Vieira
O deputado Lindbergh Farias em debate na Câmara (Mario Agra / Câmara dos Deputados)
O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os parlamentares da oposição que realizaram o motim no Congresso Nacional. O deputado pede que os envolvidos sejam investigados pela prática do crime de abolição violenta do Estado democrático de Direito.
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Segundo Lindbergh, a obstrução, que teve início no dia 6 de agosto e se prolongou por mais 30 horas, impediu que sessões deliberativas fossem abertas e conduzidas, "gerando paralisia do funcionamento legislativo e grave crise institucional".
Ele defende também que a ocupação dos parlamentares foi a continuidade do 8 de janeiro. "Foi o 8 de janeiro dos engravatados. É a continuidade da tentativa de golpe. É a mesma coisa o ataque sistemático às instituições. É o que Eduardo Bolsonaro (PL) faz de fora do Brasil, se aliando a um país estrangeiro para atacar as instituições, para atacar o Supremo”, defende.
Na representação, Lindbergh diz que houve "resistência física às ordens do presidente da Câmara, obstrução de escadas e acessos à Mesa Diretora, agressões verbais e físicas, uso de transmissões ao vivo para incitar resistência e apelos políticos pela manutenção da tomada do plenário".
A ocupação, em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que se encontra em prisão domiciliar após decisão de Moraes, pedia pela votação da anistia dos condenados pelo 8 de janeiro, impeachment do ministro Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e fim do foro privilegiado.
No entanto, o líder considera que não se tratou de uma "simples manifestação política ou manobra regimental, mas de restrição material e absoluta ao funcionamento de um Poder da República".
Apesar de ter entrado com uma representação, Lindbergh disse nesta segunda-feira (11) que vai telefonar para o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para pressioná-lo a fazer outra reunião da Mesa Diretora, pedindo por ações mais rigidas e eficientes.
A Corregedoria Parlamentar da Câmara dos Deputados recebeu, ainda nesta segunda-feira (11), pedidos de punição a 14 congressistas que participaram, na semana passada, de obstrução de trabalhos no plenário e na Mesa Diretora da Casa. O corregedor da Câmara, deputado Diego Coronel (PSD-BA), já realiza análise técnica das representações contra parlamentares e deve se manifestar até quarta (13).
Lindbergh diz não ser suficiente e defende que Motta deveria determinar a suspensão imediata dos deputados. “Mandar 14 nomes para a Corregedoria, isso nos dá uma sensação de que pode acabar em pizza. Esse caminho a gente não aceita”, acrescenta. Ele também acha que os nomes deveriam ter sido enviados diretamente ao Conselho de Ética.
Líder do PT aciona PGR contra parlamentares que obstruíram plenário Lindbergh Farias pede que a procuradoria apure a prática de abolição violenta do Estado democrático de Direito
Política2025-08-11T21:17:23.592ZO líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os parlamentares da oposição que realizaram o motim no Congresso Nacional. O deputado pede que os envolvidos sejam investigados pela prática do crime de abolição violenta do Estado democrático de Direito. Segundo Lindbergh, a obstrução, que teve início no dia 6 de agosto e se prolongou por mais 30 horas, impediu que sessões deliberativas fossem abertas e conduzidas, "gerando paralisia do funcionamento legislativo e grave crise institucional". Ele defende também que a ocupação dos parlamentares foi a continuidade do 8 de janeiro. "Foi o 8 de janeiro dos engravatados. É a continuidade da tentativa de golpe. É a mesma coisa o ataque sistemático às instituições. É o que Eduardo Bolsonaro (PL) faz de fora do Brasil, se aliando a um país estrangeiro para atacar as instituições, para atacar o Supremo”, defende. Na representação, Lindbergh diz que houve "resistência física às ordens do presidente da Câmara, obstrução de escadas e acessos à Mesa Diretora, agressões verbais e físicas, uso de transmissões ao vivo para incitar resistência e apelos políticos pela manutenção da tomada do plenário". A ocupação, em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que se encontra em prisão domiciliar após decisão de Moraes, pedia pela votação da anistia dos condenados pelo 8 de janeiro, impeachment do ministro Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e fim do foro privilegiado. No entanto, o líder considera que não se tratou de uma "simples manifestação política ou manobra regimental, mas de restrição material e absoluta ao funcionamento de um Poder da República". Ligação à Motta Apesar de ter entrado com uma representação, Lindbergh disse nesta segunda-feira (11) que vai telefonar para o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para pressioná-lo a fazer outra reunião da Mesa Diretora, pedindo por ações mais rigidas e eficientes. A Corregedoria Parlamentar da Câmara dos Deputados recebeu, ainda nesta segunda-feira (11), pedidos de punição a 14 congressistas que participaram, na semana passada, de obstrução de trabalhos no plenário e na Mesa Diretora da Casa. O corregedor da Câmara, deputado Diego Coronel (PSD-BA), já realiza análise técnica das representações contra parlamentares e deve se manifestar até quarta (13). Lindbergh diz não ser suficiente e defende que Motta deveria determinar a suspensão imediata dos deputados. “Mandar 14 nomes para a Corregedoria, isso nos dá uma sensação de que pode acabar em pizza. Esse caminho a gente não aceita”, acrescenta. Ele também acha que os nomes deveriam ter sido enviados diretamente ao Conselho de Ética. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/lider-do-pt-aciona-pgr-contra-parlamentares-que-obstruiram-plenario