Política

Eduardo Bolsonaro volta a pedir a Trump sanções contra STF

Ex-deputado federal tem encontro com autoridades americanas para pedir uso da Lei Magnitsky contra Moraes, Dino e Gilmar

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André de Sena, Patrícia Vasconcellos
Eduardo Bolsonaro em discurso na CPAC, principal conferência global de lideranças conservadoras, em Maryland, nos EUA, em fevereiro de 2025 | Gage Skidmore

Eduardo Bolsonaro em discurso na CPAC, principal conferência global de lideranças conservadoras, em Maryland, nos EUA, em fevereiro de 2025 | Gage Skidmore

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro se reuniu com autoridades do Departamento de Estado dos Estados Unidos para pedir que o governo americano utilize a Lei Magnitsky para aplicar sanções contra os ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino.

🔎 A Lei Magnitsky prevê que o governo dos Estados Unidos pode aplicar sanções contra pessoas estrangeiras acusadas de violar os direitos humanos ou de corrupção

O encontro ocorre depois do julgamento sobre o envolvimento de Moraes no escândalo do Banco Master ter início. A sessão foi suspensa após um pedido de vista feito por Dino.

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"A gente sabe da revolta gerada com esse não julgamento que ocorreu dentro da STF, né? Pessoas ali até subindo o tom, perdendo o controle, na missão de proteger o Alexandre Moraes, onde tudo foi falado, menos os 200 milhões que foi para o Moraes e a sua família. Isso aí gera uma revolta, mas o caminho não é ir pra rua agora", disse o ex-deputado à equipe do SBT News antes da reunião.

Eduardo saiu do Brasil e foi morar nos Estados Unidos em setembro de 2025, após ser acusado de atrapalhar a investigação sobre a trama golpista. Posteriormente, ele perdeu o mandato como deputado e foi condenado pela Primeira Turma do STF a quatro anos e dois meses de prisão no regime semiaberto por cometer o crime de coação no curso do processo.

O ex-deputado vem atuando junto às autoridades americanas para que Washington imponha tarifas contra o Brasil e sancione Moraes e outros ministros do Supremo alinhados a ele. Antes da reunião, ele negou que seu objetivo seja influenciar na eleição presidencial.

"Isso aqui não é um trabalho eleitoral. Há anos já a gente vem fazendo esse trabalho, mesmo quando eu ainda era deputado no Brasil, através da diplomacia legislativa", disse. "Isso deu continuidade aqui depois com o meu exílio, que obviamente acelerou e propiciou ocorrerem mais encontros", completou.

No entanto, afirmou que os Estados Unidos podem sancionar os ministros do STF caso o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não reconheça uma eventual vitória de seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL), na eleição presidencial. "Se eles [ministros do STF] entenderem que a eleição do Flávio é um ato de golpismo, os Estados Unidos podem perfeitamente não reconhecer as eleições brasileiras e também sancionar individualmente esses ministros."

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