Bolsa Família terá reajuste com sobra do INSS, diz ministro
Governo prevê remanejar recursos da previdência para custear aumento de R$ 5,8 bilhões neste ano; pagamento começa após o primeiro turno das eleições
Caio Barcellos
Ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, participa do programa 'Bom Dia, Ministro' - Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil - 26.06.2026
O governo federal vai remanejar recursos inicialmente previstos para despesas previdenciárias para custear parte do reajuste de 15,04% do Bolsa Família, anunciado nesta quinta-feira (17) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a revisão das projeções de gastos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) permitirá financiar o aumento sem ampliar o limite total de despesas do governo.
O reajuste, anunciado a 17 dias do primeiro turno das eleições, elevará o valor mínimo do programa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio passará de R$ 675 para R$ 777. Os novos valores começarão a ser depositados em 19 de outubro, quinze dias depois da votação marcada para o dia 4.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.
O decreto assinado por Lula foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) e estabelece que a correção terá efeitos financeiros a partir de 1º de outubro, embora os pagamentos comecem apenas no dia 19.
O texto estabelece a correção dos benefícios pela inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Além da elevação do valor mínimo para R$ 691, o Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante da família, passará para R$ 164. O adicional destinado a crianças de até seis anos subirá de R$ 150 para R$ 173, enquanto o Benefício Variável Familiar, pago a integrantes que atendam aos critérios do programa, aumentará de R$ 50 para R$ 58.
Moretti explicou que a revisão das projeções de despesas previdenciárias identificou uma sobra de recursos que poderá ser direcionada ao Bolsa Família. Segundo ele, o governo havia reservado valores para a redução da fila de requerimentos do INSS, mas a execução ficou abaixo do montante previsto.
“Há uma redução da projeção da atividade da previdência que implica uma sobra de recursos e parcela dessa sobra será remanejada para garantir esse reajuste do Bolsa Família”, afirmou o ministro.
O impacto estimado do aumento é de R$ 5,8 bilhões entre outubro e dezembro deste ano e de aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027. De acordo com Moretti, a revisão das despesas previdenciárias de 2026 também permitirá reduzir as projeções para o próximo ano, uma vez que os cálculos consideram os gastos do exercício anterior.
O governo encaminhará ao Congresso Nacional uma alteração do projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, enviado em no início de agosto, para incorporar os novos valores do programa social e redistribuir recursos entre as despesas previstas.
Moretti também afirmou que o aumento do Bolsa Família não exigirá o bloqueio de outras despesas públicas. Segundo ele, o espaço fiscal identificado pelo governo é superior aos R$ 5,8 bilhões necessários para custear a medida neste ano.
“Essa medida por si só não implicará qualquer bloqueio”, disse.
A afirmação não significa que o governo descartou a possibilidade de bloqueios orçamentários por outros motivos, mas que o reajuste do programa, isoladamente, não exigirá essa medida.
O ministro não informou o valor total da folga fiscal nem detalhou todas as despesas que terão recursos remanejados. Os números serão apresentados em 24 de setembro, quando o governo divulgará o relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas, documento que atualiza as projeções das contas públicas.
Embora o aumento eleve os gastos com o Bolsa Família, a equipe econômica afirma que a transferência de recursos entre despesas permitirá manter o limite global de gastos e as metas fiscais.
Bolsa Família terá reajuste com sobra do INSS, diz ministro Governo prevê remanejar recursos da previdência para custear aumento de R$ 5,8 bilhões neste ano; pagamento começa após o primeiro turno das eleiçõesEconomia2026-09-17T15:33:25.215ZO governo federal vai remanejar recursos inicialmente previstos para despesas previdenciárias para custear parte do , anunciado nesta quinta-feira (17) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a revisão das projeções de gastos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) permitirá financiar o aumento sem ampliar o limite total de despesas do governo. O reajuste, anunciado a 17 dias do primeiro turno das eleições, elevará o valor mínimo do programa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio passará de R$ 675 para R$ 777. Os novos valores começarão a ser depositados em 19 de outubro, quinze dias depois da votação marcada para o dia 4. O decreto assinado por Lula foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) e estabelece que a correção terá efeitos financeiros a partir de 1º de outubro, embora os pagamentos comecem apenas no dia 19. O texto estabelece a correção dos benefícios pela inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Além da elevação do valor mínimo para R$ 691, o Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante da família, passará para R$ 164. O adicional destinado a crianças de até seis anos subirá de R$ 150 para R$ 173, enquanto o Benefício Variável Familiar, pago a integrantes que atendam aos critérios do programa, aumentará de R$ 50 para R$ 58. Recursos da Previdência Moretti explicou que a revisão das projeções de despesas previdenciárias identificou uma sobra de recursos que poderá ser direcionada ao Bolsa Família. Segundo ele, o governo havia reservado valores para a redução da fila de requerimentos do INSS, mas a execução ficou abaixo do montante previsto. “Há uma redução da projeção da atividade da previdência que implica uma sobra de recursos e parcela dessa sobra será remanejada para garantir esse reajuste do Bolsa Família”, afirmou o ministro. O impacto estimado do aumento é de R$ 5,8 bilhões entre outubro e dezembro deste ano e de aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027. De acordo com Moretti, a revisão das despesas previdenciárias de 2026 também permitirá reduzir as projeções para o próximo ano, uma vez que os cálculos consideram os gastos do exercício anterior. O governo encaminhará ao Congresso Nacional uma alteração do projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, enviado em no início de agosto, para incorporar os novos valores do programa social e redistribuir recursos entre as despesas previstas. Governo descarta bloqueio por causa do reajuste Moretti também afirmou que o aumento do Bolsa Família não exigirá o bloqueio de outras despesas públicas. Segundo ele, o espaço fiscal identificado pelo governo é superior aos R$ 5,8 bilhões necessários para custear a medida neste ano. “Essa medida por si só não implicará qualquer bloqueio”, disse. A afirmação não significa que o governo descartou a possibilidade de bloqueios orçamentários por outros motivos, mas que o reajuste do programa, isoladamente, não exigirá essa medida. O ministro não informou o valor total da folga fiscal nem detalhou todas as despesas que terão recursos remanejados. Os números serão apresentados em 24 de setembro, quando o governo divulgará o relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas, documento que atualiza as projeções das contas públicas. Embora o aumento eleve os gastos com o Bolsa Família, a equipe econômica afirma que a transferência de recursos entre despesas permitirá manter o limite global de gastos e as metas fiscais.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/bolsa-familia-tera-reajuste-com-sobra-do-inss-diz-ministro
Petista acusa ministro Kassio Nunes Marques, que mandou retirar do ar canal de WhatsApp com mais de 3,3 milhões de seguidores, de beneficiar Flávio Bolsonaro
Candidato do PL afirma que adversários mentem sobre o Bolsa Família e o salário mínimo e cobra mais agilidade da Justiça Eleitoral no combate à desinformação
Em ato na Paulista, presidente disse estar “desconfiado” depois de ministro Kássio Nunes Marques derrubar canal de WhatsApp com 3,3 milhões de seguidores