Economia

Reajuste do Bolsa Família será pago entre turnos da eleição

Benefício mínimo passará de R$ 600 para R$ 691 a partir de 19 de outubro, seis dias antes de eventual segundo turno

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Caio Barcellos
TCU cobra controle sobre beneficiários não encontrados do Bolsa Família | Lyon Santos/MDS

TCU cobra controle sobre beneficiários não encontrados do Bolsa Família | Lyon Santos/MDS

O reajuste de 15,04% do Bolsa Família, anunciado nesta quinta-feira (17) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), começará a ser pago em 19 de outubro, entre o primeiro e o eventual segundo turno das eleições, marcados para os dias 4 e 25 de outubro, respectivamente.

A data foi confirmada pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, durante coletiva no Palácio do Planalto. O valor mínimo do benefício passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o pagamento médio aumentará de R$ 675 para R$ 777.

O decreto assinado por Lula foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) e estabelece que o reajuste terá efeitos financeiros a partir de 1º de outubro, embora os depósitos comecem apenas no dia 19.

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Segundo Moretti, o aumento corresponde à inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), e tem como objetivo recompor o poder de compra dos beneficiários.

“Isso corresponde exatamente àquilo que a lei nos autoriza a fazer, que é a recomposição do poder de compra dessas famílias. Então esse é o INPC, o índice de inflação acumulado. É uma inflação baixa para o período, mas é importante que essa recomposição seja feita para que as famílias preservem o seu poder de compra”, disse.

O reajuste terá impacto de R$ 5,8 bilhões neste ano e de aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027. O governo pretende custear a medida com o remanejamento de recursos inicialmente previstos para outras despesas, principalmente previdenciárias, sem ampliar o limite total de gastos.

“Essa medida por si só não implicará qualquer bloqueio”, afirmou Moretti.

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