Lula defende reajuste do Bolsa Família: “Mais dignidade”
Piso do benefício de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro; presidente afirmou que o aumento se baseia nas perdas inflacionárias desde 2023

Lula e ministros assinam reajuste do Bolsa Família | Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira (17) o reajuste de 15% no Bolsa Família a pouco mais de duas semanas para as eleições gerais.
Segundo o petista, o aumento no benefício é necessário para dar “mais dignidade para as famílias brasileiras”. Ele afirmou ainda que a atualização dos valores foi adotada para “recompor as perdas inflacionárias desde 2023 e garantir o poder de compra".
“Esse é um programa que mudou a vida de milhões de brasileiros. Ajudou o país a sair do Mapa da Fome. Mais de 25 milhões de pessoas já ascenderam na escala social e mais de 80% das novas vagas de emprego estão sendo ocupadas por beneficiários”, escreveu o presidente em seu perfil no X.
Com o reajuste, o piso do Bolsa Família passará dos atuais R$ 600 para R$ 691, enquanto pagamento médio subirá de R$ 675 para R$ 777
A divulgação oficial se deu em reunião ministerial no Palácio do Planalto Lula participou, mas não discursou na cerimônia.
Os novos valores começarão a ser depositados em 19 de outubro, quinze dias depois do primeiro turno, segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. O decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) estabelece que o reajuste terá efeitos financeiros a partir de 1º de outubro.
Veja tabela com valores reajustados:
- Benefício de Renda de Cidadania de R$ 164,00 por integrante;
- Benefício Complementar de até R$ 691,00 para famílias cuja renda total não atinja esse patamar;
- Benefício Primeira Infância de R$ 173,00 por criança com até sete anos incompletos;
- Benefício Variável Familiar de R$ 58,00 por integrante que se enquadre nas situações especificadas no regulamento.














