Danilo Morgado é preso em operação relacionada ao PCC em SP
Empresário já disputou duas vezes a Prefeitura de Praia Grande; investigação cita suspeitas sobre financiamento de campanha por integrantes do PCC
SBT News, Agência SBT
Danilo Morgado, candidato preso na Operação Vectura Corrupta. | Reprodução/Redes sociais
Danilo Morgado, candidato a deputado estadual pelo Partido Liberal (PL) nas eleições deste ano, foi preso nesta quinta-feira (17) no âmbito da Operação Vectura Corrupta, que investiga a suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo de São Paulo.
A prisão é temporária, pelo prazo de 30 dias, conforme decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), assinada em 4 de setembro. Danilo está entre os 13 investigados para os quais a Justiça autorizou a prisão temporária.
Segundo a decisão, Danilo já havia sido alvo de mandado de busca e apreensão na Operação Decurio, investigação que antecedeu a atual fase. O documento afirma que, na nova etapa, foram identificados, em tese, elementos que apontariam para um vínculo entre o candidato e a organização criminosa investigada, além de indícios de possível financiamento de sua campanha à Prefeitura de Praia Grande em 2024por integrantes da organização.
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Morgado, de 41 anos, é empresário, natural de Santos, no litoral de São Paulo. Em publicação nas redes sociais, sua equipe disse que a prisão seria uma forma de perseguição política e que não vai recuar.
Na manifestação, a assessoria do candidato também relacionou a prisão a um processo anterior movido pelo prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão, e afirmou que havia denunciado supostas licitações ligadas ao PCC na prefeitura. Morgado também questionou o momento da prisão, às vésperas do período eleitoral, e pediu que os fatos sejam apurados e esclarecidos.
Relação com a investigação
A investigação cita conversas extraídas de dispositivos eletrônicos apreendidos. De acordo com o processo, foram identificados diálogos entre Danilo e outro investigado apontado pelas autoridades como ligado à estrutura criminosa. As conversas tratariam de apoio e financiamento de campanha.
A decisão também menciona conversas envolvendo José Ronaldo Alves de Sales, conhecido como “Ronaldo Cuba”, descrito no processo como alguém com atuação nos meios político e de transportes. Segundo o documento, os diálogos abordariam campanhas eleitorais, empresas de transporte, venda de ônibus e possíveis facilidades junto ao Detran.
A decisão ressalta, porém, que as medidas são cautelares e foram tomadas em uma análise inicial do caso.
Trajetória política
Danilo Morgado entrou na política eleitoral em 2020, quando disputou a Prefeitura de Praia Grande pelo PSL. Naquele ano, não foi eleito.
Em 2022, concorreu a deputado federal pelo Solidariedade e terminou como suplente. Dois anos depois, em 2024, voltou a disputar a Prefeitura de Praia Grande, desta vez pelo União Brasil, mas novamente não foi eleito.
Nas eleições deste ano, Danilo é candidato a deputado estadual pelo PL. Ele já trabalhou na Alesp, na Câmara Federal e no Senado Federal.
Além da atuação política, Danilo se apresenta nas redes sociais como empresário, cristão, casado e pai. Em seu perfil eleitoral, declarou ensino superior completo e não registrou patrimônio.
A Operação Vectura Corrupta foi deflagrada nesta quinta para investigar a suposta infiltração do PCC no sistema de transporte coletivo de São Paulo. Ao todo, são 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em cidades como São Paulo, Santos, Praia Grande, Cubatão, São Bernardo do Campo, Diadema e Santana de Parnaíba.
A equipe de Danilo publicou uma manifestação nas redes sociais. Veja na íntegra:
"Meses atrás Danilo foi alvo de um processo onde se pedia sua prisão, movido pelo prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão.
Na época, o motivo do pedido de prisão foram vídeos publicados por Danilo, denunciando supostas licitações ligadas ao PCC dentro da prefeitura de Praia Grande, ou seja, Danilo trouxe a tona a mesma denuncia feita pelo delegado Dr. Ruy Ferraz Fontes.
Agora, em plena campanha eleitoral, e um dia antes da data que proíbe prisão de candidatos, Danilo é preso. A sequência dos fatos fala por si. O coronel nunca muda seu modo de agir: intimida e tenta calar quem não se curva.
Prenderam Danilo, mas despertaram milhares. Esperamos que os fatos sejam apurados a fundo e tudo seja esclarecido em breve.
O que não dá pra engolir é a forma que aconteceu: às vésperas da eleição, numa prisão que temos motivo para considerar irregular. Isso não é investigação, é perseguição."
Danilo Morgado é preso em operação relacionada ao PCC em SPEmpresário já disputou duas vezes a Prefeitura de Praia Grande; investigação cita suspeitas sobre financiamento de campanha por integrantes do PCCBrasil2026-09-17T13:19:15.761ZDanilo Morgado, candidato a deputado estadual pelo Partido Liberal (PL) nas eleições deste ano, foi preso nesta quinta-feira (17) no âmbito da Operação Vectura Corrupta, que investiga a suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo de São Paulo. A prisão é temporária, pelo prazo de 30 dias, conforme decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), assinada em 4 de setembro. Danilo está entre os 13 investigados para os quais a Justiça autorizou a prisão temporária. Segundo a decisão, Danilo já havia sido alvo de mandado de busca e apreensão na Operação Decurio, investigação que antecedeu a atual fase. O documento afirma que, na nova etapa, foram identificados, em tese, elementos que apontariam para um vínculo entre o candidato e a organização criminosa investigada, além de indícios de possível financiamento de sua campanha à Prefeitura de Praia Grande em 2024 por integrantes da organização. Morgado, de 41 anos, é empresário, natural de Santos, no litoral de São Paulo. Em publicação nas redes sociais, sua equipe disse que a prisão seria uma forma de perseguição política e que não vai recuar. Na manifestação, a assessoria do candidato também relacionou a prisão a um processo anterior movido pelo prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão, e afirmou que havia denunciado supostas licitações ligadas ao PCC na prefeitura. Morgado também questionou o momento da prisão, às vésperas do período eleitoral, e pediu que os fatos sejam apurados e esclarecidos. Relação com a investigação A investigação cita conversas extraídas de dispositivos eletrônicos apreendidos. De acordo com o processo, foram identificados diálogos entre Danilo e outro investigado apontado pelas autoridades como ligado à estrutura criminosa. As conversas tratariam de apoio e financiamento de campanha. A decisão também menciona conversas envolvendo José Ronaldo Alves de Sales, conhecido como “Ronaldo Cuba”, descrito no processo como alguém com atuação nos meios político e de transportes. Segundo o documento, os diálogos abordariam campanhas eleitorais, empresas de transporte, venda de ônibus e possíveis facilidades junto ao Detran. A decisão ressalta, porém, que as medidas são cautelares e foram tomadas em uma análise inicial do caso. Trajetória política Danilo Morgado entrou na política eleitoral em 2020, quando disputou a Prefeitura de Praia Grande pelo PSL. Naquele ano, não foi eleito. Em 2022, concorreu a deputado federal pelo Solidariedade e terminou como suplente. Dois anos depois, em 2024, voltou a disputar a Prefeitura de Praia Grande, desta vez pelo União Brasil, mas novamente não foi eleito. Nas eleições deste ano, Danilo é candidato a deputado estadual pelo PL. Ele já trabalhou na Alesp, na Câmara Federal e no Senado Federal. Além da atuação política, Danilo se apresenta nas redes sociais como empresário, cristão, casado e pai. Em seu perfil eleitoral, declarou ensino superior completo e não registrou patrimônio. A Operação Vectura Corrupta foi deflagrada nesta quinta para investigar a suposta infiltração do PCC no sistema de transporte coletivo de São Paulo. Ao todo, são 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em cidades como São Paulo, Santos, Praia Grande, Cubatão, São Bernardo do Campo, Diadema e Santana de Parnaíba. Segundo a investigação descrita na decisão judicial, a apuração envolve possíveis relações entre integrantes da organização criminosa, empresas de transporte, agentes privados, agentes públicos e articulações políticas. O . O que diz Danilo Morgado A equipe de Danilo publicou uma manifestação nas redes sociais. Veja na íntegra: "Meses atrás Danilo foi alvo de um processo onde se pedia sua prisão, movido pelo prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão. Na época, o motivo do pedido de prisão foram vídeos publicados por Danilo, denunciando supostas licitações ligadas ao PCC dentro da prefeitura de Praia Grande, ou seja, Danilo trouxe a tona a mesma denuncia feita pelo delegado Dr. Ruy Ferraz Fontes. Agora, em plena campanha eleitoral, e um dia antes da data que proíbe prisão de candidatos, Danilo é preso. A sequência dos fatos fala por si. O coronel nunca muda seu modo de agir: intimida e tenta calar quem não se curva. Prenderam Danilo, mas despertaram milhares. Esperamos que os fatos sejam apurados a fundo e tudo seja esclarecido em breve. O que não dá pra engolir é a forma que aconteceu: às vésperas da eleição, numa prisão que temos motivo para considerar irregular. Isso não é investigação, é perseguição." São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/danilo-morgado-e-preso-em-operacao-relacionada-ao-pcc-em-sp