Ex-Vereador Milton Leite é alvo de mandado de prisão em SP
Operação apura infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo em São Paulo; Leite diz que vai provar inocência
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Renato Barone, SBT News
Milton Leite (União Brasil), ex-presidente da Câmara de SP | Alesp
O ex-vereador e ex-presidente da Câmara MunicipalMilton Leite (União Brasil) foi alvo de um mandado de prisão na Operação Vectura Corrupta, deflagrada nesta quinta-feira (17). A ação apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo em São Paulo.
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Em nota Leite, disse que está em viagem e que vai se apresentar às autoridades em até 24 horas. Ele completa que vai "provar minha inocência em todas as acusações".
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Ao todo, a operação busca cumprir 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.
Segundo a Polícia Civil, além da Leite, são alvos um ex-servidor da Prefeitura de São Paulo, que atuava na SPTrans, um candidato a deputado estadual e três advogados, bem como outras pessoas atuantes na organização criminosa.
A investigação é desdobramento da operação Decúrio, deflagrada em agosto de 2024, quando foi identificada uma complexa rede de informações da qual o PCC se utiliza para manter a comunicação entre seus integrantes, tanto dentro como fora dos presídios, incluindo advogados.
Na ocasião, foram identificadas lideranças da organização criminosa vinculadas às denominadas “Sintonia Restrita” e “Sintonia dos Gravatas”, bem como um projeto de infiltração de agentes do crime organizado nas eleições municipais daquele ano, lançando candidatos aos cargos em disputa.
Nessa nova fase, foi detectada novamente a atuação de advogados em conluio com o crime organizado. Da mesma forma, os agentes identificaram a contaminação, pelo crime organizado, de empresas de transporte coletivo de passageiros na capital e no interior, com a participação ativa de parte dos investigados até aqui identificados.
“A análise do conteúdo do material obtido permitiu a identificação de possível infiltração da organização criminosa no sistema de transporte público da capital, já que foram identificadas pelo menos 12 empresas de transporte coletivo de passageiros em operação na Cidade de São Paulo, que seriam controladas direta ou indiretamente pelo PCC, parte das quais já foram objeto de investigações anteriores”, disse a Polícia Civil.
A Prefeitura de São Paulo se manifestou por nota:
A intervenção determinada pela Prefeitura de São Paulo na Transwolff, em abril de 2024, foi uma medida firme e decisiva para proteger o sistema municipal de transporte. Na mesma ocasião, a administração municipal também determinou, por iniciativa própria, a intervenção na UPBus, mesmo sem qualquer solicitação da Justiça. Desde o início das investigações, a Prefeitura agiu com rigor, inclusive encerrando contrato a fim de preservar o interesse público e garantir que a população não fosse prejudicada.
A Prefeitura reforça que, na ocasião, também foi aberto um processo pela Controladoria Geral do Município contra a Transwolff e a UPBus e, desde então, atua em conjunto com o Ministério Público e a Polícia Civil no processo investigatório.
A operação realizada nesta quinta-feira (17) reforça a gravidade dos fatos que motivaram as providências adotadas pela Prefeitura. A administração colabora integralmente com o Ministério Público, fornecendo todos os documentos e esclarecimentos necessários.
Ex-Vereador Milton Leite é alvo de mandado de prisão em SP Operação apura infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo em São Paulo; Leite diz que vai provar inocênciaBrasil2026-09-17T10:11:11.920ZO ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal Milton Leite (União Brasil) foi alvo de um mandado de prisão na Operação Vectura Corrupta, deflagrada nesta quinta-feira (17). A ação apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo em São Paulo. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Em nota Leite, disse que está em viagem e que vai se apresentar às autoridades em até 24 horas. Ele completa que vai "provar minha inocência em todas as acusações". Ao todo, a operação busca cumprir 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão. Segundo a Polícia Civil, além da Leite, são alvos um ex-servidor da Prefeitura de São Paulo, que atuava na SPTrans, um candidato a deputado estadual e três advogados, bem como outras pessoas atuantes na organização criminosa. A investigação é desdobramento da operação Decúrio, deflagrada em agosto de 2024, quando foi identificada uma complexa rede de informações da qual o PCC se utiliza para manter a comunicação entre seus integrantes, tanto dentro como fora dos presídios, incluindo advogados. Na ocasião, foram identificadas lideranças da organização criminosa vinculadas às denominadas “Sintonia Restrita” e “Sintonia dos Gravatas”, bem como um projeto de infiltração de agentes do crime organizado nas eleições municipais daquele ano, lançando candidatos aos cargos em disputa. Nessa nova fase, foi detectada novamente a atuação de advogados em conluio com o crime organizado. Da mesma forma, os agentes identificaram a contaminação, pelo crime organizado, de empresas de transporte coletivo de passageiros na capital e no interior, com a participação ativa de parte dos investigados até aqui identificados. “A análise do conteúdo do material obtido permitiu a identificação de possível infiltração da organização criminosa no sistema de transporte público da capital, já que foram identificadas pelo menos 12 empresas de transporte coletivo de passageiros em operação na Cidade de São Paulo, que seriam controladas direta ou indiretamente pelo PCC, parte das quais já foram objeto de investigações anteriores”, disse a Polícia Civil. A Prefeitura de São Paulo se manifestou por nota:
A intervenção determinada pela Prefeitura de São Paulo na Transwolff, em abril de 2024, foi uma medida firme e decisiva para proteger o sistema municipal de transporte. Na mesma ocasião, a administração municipal também determinou, por iniciativa própria, a intervenção na UPBus, mesmo sem qualquer solicitação da Justiça. Desde o início das investigações, a Prefeitura agiu com rigor, inclusive encerrando contrato a fim de preservar o interesse público e garantir que a população não fosse prejudicada. A Prefeitura reforça que, na ocasião, também foi aberto um processo pela Controladoria Geral do Município contra a Transwolff e a UPBus e, desde então, atua em conjunto com o Ministério Público e a Polícia Civil no processo investigatório. A operação realizada nesta quinta-feira (17) reforça a gravidade dos fatos que motivaram as providências adotadas pela Prefeitura. A administração colabora integralmente com o Ministério Público, fornecendo todos os documentos e esclarecimentos necessários.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/ex-vereador-milton-leite-e-alvo-de-mandado-de-prisao-em-sp