SP: Prefeito intervém na Transunião por suposto elo com PCC
Decisão de Ricardo Nunes ocorre após operação do MP e da Polícia Civil; gestão municipal assume empresa para garantir circulação de ônibus na Zona Leste
Vicklin Moraes
25/06/2026, 18:58 • Atualizado em 25/06/2026, 18:58
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Foto: reprodução/Transunião
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), determinou nesta quinta-feira (25) a intervenção na concessionária de ônibus Transunião, que opera em dois lotes na Zona Leste da capital. A decisão ocorre após ação do Ministério Público que investiga a empresa por suspeita de ligação com o crime organizado e pede o afastamento de parte da diretoria.
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Segundo a prefeitura, a prioridade é garantir a continuidade do serviço de transporte coletivo à população.
“Um funcionário da SPTrans, com 49 anos de empresa, será o interventor, junto com representantes da Procuradoria-Geral do Município, da Secretaria da Fazenda e da Controladoria, para fazer a gestão”, afirmou Nunes. “Toda a equipe e a Procuradoria vão acompanhar o desenrolar da investigação junto ao Judiciário.”
O interventor será Ângelo Fêde, funcionário de carreira da SPTrans e ex-responsável pelo Grupo de Apoio Institucional da Diretoria de Operações. A empresa municipal assumirá a gestão e operação da concessionária, conforme autorizado pela Justiça, e dará suporte para manter a circulação dos ônibus.
O prefeito afirmou que não haverá interrupção do serviço. Funcionários da concessionária e contratos com fornecedores serão mantidos, com preservação dos direitos trabalhistas.
A Transunião opera 50 linhas de ônibus, com três garagens, e transporta cerca de 262 mil passageiros por dia na Zona Leste.
O decreto que oficializa a intervenção será publicado em edição extra do Diário Oficial. A Controladoria-Geral do Município já vinha investigando concessionárias em conjunto com o Ministério Público e a polícia.
Nesta quinta-feira(25), a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo cumpriram cinco mandados de prisão e 104 de busca e apreensão contra investigados por suspeita de utilizar a Transunião para lavar dinheiro em benefício do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Entre os alvos estão o vereador Senival Moura (PT) e o presidente da empresa, Lourival de França Monário.
De acordo com os investigadores, há indícios de que a concessionária era usada para movimentações financeiras ilícitas, com um núcleo paralelo que tomava decisões internas e realizava transferências de recursos para integrantes da organização criminosa.
A apuração também aponta que a mudança societária da empresa teria origem criminosa. O capital social da Transunião teria saltado de pouco mais de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões, sem comprovação da origem dos recursos.
SP: Prefeito intervém na Transunião por suposto elo com PCCDecisão de Ricardo Nunes ocorre após operação do MP e da Polícia Civil; gestão municipal assume empresa para garantir circulação de ônibus na Zona LesteBrasil2026-06-25T18:58:03.796ZO prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), determinou nesta quinta-feira (25) a intervenção na concessionária de ônibus Transunião, que opera em dois lotes na Zona Leste da capital. A decisão ocorre após ação do Ministério Público que investiga a empresa por suspeita de ligação com o crime organizado e pede o afastamento de parte da diretoria. Segundo a prefeitura, a prioridade é garantir a continuidade do serviço de transporte coletivo à população. “Um funcionário da SPTrans, com 49 anos de empresa, será o interventor, junto com representantes da Procuradoria-Geral do Município, da Secretaria da Fazenda e da Controladoria, para fazer a gestão”, afirmou Nunes. “Toda a equipe e a Procuradoria vão acompanhar o desenrolar da investigação junto ao Judiciário.” O interventor será Ângelo Fêde, funcionário de carreira da SPTrans e ex-responsável pelo Grupo de Apoio Institucional da Diretoria de Operações. A empresa municipal assumirá a gestão e operação da concessionária, conforme autorizado pela Justiça, e dará suporte para manter a circulação dos ônibus. O prefeito afirmou que não haverá interrupção do serviço. Funcionários da concessionária e contratos com fornecedores serão mantidos, com preservação dos direitos trabalhistas. A Transunião opera 50 linhas de ônibus, com três garagens, e transporta cerca de 262 mil passageiros por dia na Zona Leste. O decreto que oficializa a intervenção será publicado em edição extra do Diário Oficial. A Controladoria-Geral do Município já vinha investigando concessionárias em conjunto com o Ministério Público e a polícia. Ligação com o PCC Nesta quinta-feira(25), a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo cumpriram cinco mandados de prisão e 104 de busca e apreensão contra investigados por suspeita de utilizar a Transunião para lavar dinheiro em benefício do Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os alvos estão o vereador Senival Moura (PT) e o presidente da empresa, Lourival de França Monário. De acordo com os investigadores, há indícios de que a concessionária era usada para movimentações financeiras ilícitas, com um núcleo paralelo que tomava decisões internas e realizava transferências de recursos para integrantes da organização criminosa. A apuração também aponta que a mudança societária da empresa teria origem criminosa. O capital social da Transunião teria saltado de pouco mais de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões, sem comprovação da origem dos recursos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/sp-prefeito-intervem-na-transuniao-por-suposto-elo-com-pcc
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