Operação mira esquema bilionário de cobre furtado no DF
Ao todo, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 239,2 milhões em bens, direitos e valores relacionados aos investigados
Pedro Canguçu
25/06/2026, 12:49 • Atualizado em 25/06/2026, 12:54
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Apurações apontam que pessoas físicas e jurídicas ligadas ao comércio de sucatas e reciclagem de metais receberam mais de R$ 45,5 milhões em menos de um ano | Divulgação/PCDF
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25), uma operação que investiga um esquema bilionário de receptação de fios de cobre furtados, fraude fiscal e lavagem de dinheiro. A ação, coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária (Decor), mira dois grupos criminosos que atuavam em diferentes etapas da cadeia de comercialização do metal.
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Segundo as investigações, um dos núcleos era responsável pela compra e comercialização de cobre proveniente de furtos de cabos no Distrito Federal. Já o segundo grupo utilizava empresas de fachada e notas fiscais falsas para dar aparência de legalidade ao material e gerar créditos tributários fraudulentos.
As apurações apontam que pessoas físicas e jurídicas ligadas ao comércio de sucatas e reciclagem de metais receberam mais de R$ 45,5 milhões, em menos de um ano, de uma empresa de fachada sediada em Tocantins, sem qualquer documentação fiscal que justificasse os pagamentos.
Segundo as investigações, um dos núcleos era responsável pela compra e comercialização de cobre proveniente de furtos de cabos no Distrito Federal | Divulgação/PCDF
A investigação também identificou 21 empresas "noteiras" no Distrito Federal, registradas em nome de laranjas e sem qualquer estrutura física ou atividade econômica. Mesmo assim, elas emitiram mais de R$ 1,4 bilhão em notas fiscais para uma única empresa de fachada em Tocantins.
De acordo com a PCDF, os documentos fiscais tinham duas funções: dar aparência de origem lícita ao cobre furtado e gerar créditos tributários fraudulentos por meio da circulação sucessiva das notas fiscais entre empresas.
As investigações ainda revelaram que a empresa de fachada sediada em Tocantins movimentou mais de R$ 1,8 bilhão em apenas 11 meses e realizou saques em espécie superiores a R$ 25,5 milhões, o que reforça as suspeitas de lavagem de dinheiro.
Outro dado que chamou a atenção dos investigadores é que mais de 73% das notas fiscais emitidas pela empresa tocantinense tinham como destino uma grande empresa do setor metalúrgico localizada em Minas Gerais, que também é alvo das investigações.
Ao todo, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 239,2 milhões em bens, direitos e valores relacionados aos investigados. A operação cumpre 26 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Minas Gerais, Tocantins e Paraná, com a participação de 45 policiais civis do DF e apoio das polícias civis de Minas Gerais e Tocantins.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, crimes tributários, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
Operação mira esquema bilionário de cobre furtado no DFAo todo, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 239,2 milhões em bens, direitos e valores relacionados aos investigadosCidades2026-06-25T12:49:32.875ZA Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25), uma operação que investiga um esquema bilionário de receptação de fios de cobre furtados, fraude fiscal e lavagem de dinheiro. A ação, coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária (Decor), mira dois grupos criminosos que atuavam em diferentes etapas da cadeia de comercialização do metal. Segundo as investigações, um dos núcleos era responsável pela compra e comercialização de cobre proveniente de furtos de cabos no Distrito Federal. Já o segundo grupo utilizava empresas de fachada e notas fiscais falsas para dar aparência de legalidade ao material e gerar créditos tributários fraudulentos. As apurações apontam que pessoas físicas e jurídicas ligadas ao comércio de sucatas e reciclagem de metais receberam mais de R$ 45,5 milhões, em menos de um ano, de uma empresa de fachada sediada em Tocantins, sem qualquer documentação fiscal que justificasse os pagamentos. A investigação também identificou 21 empresas "noteiras" no Distrito Federal, registradas em nome de laranjas e sem qualquer estrutura física ou atividade econômica. Mesmo assim, elas emitiram mais de R$ 1,4 bilhão em notas fiscais para uma única empresa de fachada em Tocantins. De acordo com a PCDF, os documentos fiscais tinham duas funções: dar aparência de origem lícita ao cobre furtado e gerar créditos tributários fraudulentos por meio da circulação sucessiva das notas fiscais entre empresas. As investigações ainda revelaram que a empresa de fachada sediada em Tocantins movimentou mais de R$ 1,8 bilhão em apenas 11 meses e realizou saques em espécie superiores a R$ 25,5 milhões, o que reforça as suspeitas de lavagem de dinheiro. Outro dado que chamou a atenção dos investigadores é que mais de 73% das notas fiscais emitidas pela empresa tocantinense tinham como destino uma grande empresa do setor metalúrgico localizada em Minas Gerais, que também é alvo das investigações. Ao todo, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 239,2 milhões em bens, direitos e valores relacionados aos investigados. A operação cumpre 26 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Minas Gerais, Tocantins e Paraná, com a participação de 45 policiais civis do DF e apoio das polícias civis de Minas Gerais e Tocantins. Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, crimes tributários, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/operacao-mira-esquema-bilionario-de-cobre-furtado-no-df
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