Operação contra PCC liga empresa de ônibus ao caso Deolane
Transunião, suspeita de elo com a facção, também lavaria dinheiro para ‘Player’, preso na apuração que atingiu influenciadora
Fabíola Corrêa
25/06/2026, 19:04 • Atualizado em 25/06/2026, 19:09
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Influencer e advogada Deolane Bezerra | Reprodução/Instagram
A operação deflagrada nesta quinta-feira (25) pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil contra a empresa de ônibus Transunião revelou conexões com outras investigações de grande repercussão nacional, entre elas a operação que teve como um dos alvos a influenciadora Deolane Bezerra.
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Segundo os investigadores, a Transunião, uma das principais concessionárias de transporte da zona leste de São Paulo, funcionava como um centro de lavagem de dinheiro para a facção criminosa PCC e também para criminosos ligados a outros esquemas.
Entre os nomes citados está o de Everton de Souza, conhecido como o “Player”, apontado como operador financeiro e preso na mesma operação que atingiu Deolane.
De acordo com o MPSP e a Polícia Civil, foi identificada a existência de um núcleo paralelo dentro da empresa responsável por movimentações financeiras destinadas à facção criminosa. A investigação também apura a participação de integrantes da família Camacho, ligada à cúpula do PCC.
A operação cumpriu mais de 100 mandados judiciais em São Paulo e Minas Gerais. Entre os alvos estão o vereador Senival Moura (PT), que foi preso apontado como um dos líderes; o presidente da Transunião, Lourival de França, que estaria fora do país; Leonel Marins, considerado também foragido; Devanil de Souza, que seria braço direito de Senival; e o ex-diretor Jair Ramos de Freitas, ambos já réus no processo que investiga o assassinato de Adauto Soares Jorge, ex-presidente da empresa morto em 2020.
As investigações apontam que recursos do PCC eram usados para inflar artificialmente o capital social de empresas, permitindo a participação em licitações públicas e posterior lavagem dos valores, que retornavam à facção com aparência de legalidade.
Durante a operação, policiais apreenderam quatro fuzis, drogas, uma máquina embaladora e cerca de R$ 65 mil escondidos em sacos de lixo em um imóvel na zona leste da capital. Duas pessoas foram presas em flagrante.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 194 milhões, além do sequestro de 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações. Os diretores da Transunião também foram afastados e a Prefeitura de São Paulo cobrada por medidas emergenciais.
Para os investigadores, o caso reforça um padrão já identificado em operações anteriores envolvendo empresas de ônibus e sugere que o crime organizado vem utilizando o sistema de transporte público como instrumento de lavagem de dinheiro há mais de uma década.
Operação contra PCC liga empresa de ônibus ao caso DeolaneTransunião, suspeita de elo com a facção, também lavaria dinheiro para ‘Player’, preso na apuração que atingiu influenciadoraBrasil2026-06-25T19:04:19.382ZA operação deflagrada nesta quinta-feira (25) pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil contra a empresa de ônibus Transunião revelou conexões com outras investigações de grande repercussão nacional, entre elas a operação que teve como um dos alvos a Segundo os investigadores, a Transunião, uma das principais concessionárias de transporte da zona leste de São Paulo, funcionava como um centro de lavagem de dinheiro para a e também para criminosos ligados a outros esquemas. Entre os nomes citados está o de Everton de Souza, conhecido como o “Player”, apontado como operador financeiro e preso na mesma operação que atingiu Deolane. De acordo com o MPSP e a Polícia Civil, foi identificada a existência de um núcleo paralelo dentro da empresa responsável por movimentações financeiras destinadas à facção criminosa. A investigação também apura a participação de integrantes da família Camacho, ligada à cúpula do PCC. + A operação cumpriu mais de 100 mandados judiciais em São Paulo e Minas Gerais. Entre os alvos estão o vereador Senival Moura (PT), que foi preso apontado como um dos líderes; o presidente da Transunião, Lourival de França, que estaria fora do país; Leonel Marins, considerado também foragido; Devanil de Souza, que seria braço direito de Senival; e o ex-diretor Jair Ramos de Freitas, ambos já réus no processo que investiga o assassinato de Adauto Soares Jorge, ex-presidente da empresa morto em 2020. As investigações apontam que recursos do PCC eram usados para inflar artificialmente o capital social de empresas, permitindo a participação em licitações públicas e posterior lavagem dos valores, que retornavam à facção com aparência de legalidade. Durante a operação, policiais apreenderam quatro fuzis, drogas, uma máquina embaladora e cerca de R$ 65 mil escondidos em sacos de lixo em um imóvel na zona leste da capital. Duas pessoas foram presas em flagrante. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 194 milhões, além do sequestro de 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações. Os diretores da Transunião também foram afastados e a Prefeitura de São Paulo cobrada por medidas emergenciais. Para os investigadores, o caso reforça um padrão já identificado em operações anteriores envolvendo empresas de ônibus e sugere que o crime organizado vem utilizando o sistema de transporte público como instrumento de lavagem de dinheiro há mais de uma década.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/operacao-contra-pcc-liga-empresa-de-onibus-ao-caso-deolane
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