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MC Negão Original é preso após meses foragido

Cantor foi localizado em Avaré, no interior de São Paulo, durante desdobramentos de operação que investiga quadrilha de golpes digitais

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Por André Barbeiro e Vinícius Rangel
MC Negão Original | Foto: Reprodução

MC Negão Original | Foto: Reprodução

O cantor de funk João Vitor Ribeiro, conhecido como MC Negão Original, foi preso nesta quinta-feira (25) em Avaré, no interior de São Paulo. O artista estava foragido desde fevereiro e era considerado um dos alvos da Operação Fim da Fábula, que investiga uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes digitais e lavar dinheiro.

A prisão foi realizada por policiais do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope). Após ser detido, o funkeiro foi encaminhado para o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), na capital paulista.

Segundo a Polícia Civil, MC Negão Original é investigado por suposta ligação com uma quadrilha especializada em crimes de estelionato praticados pela internet. Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre as circunstâncias da captura.

Relembre o caso

MC Negão Original já havia sido apontado como um dos principais alvos da Operação Fim da Fábula, deflagrada em fevereiro em São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. A ação mobilizou mais de 400 agentes e cumpriu 120 mandados de busca e apreensão e 53 mandados de prisão.

Na ocasião, policiais estiveram no condomínio de luxo onde o cantor mora, em Arujá, na Grande São Paulo, mas ele não foi encontrado. De acordo com as investigações, o artista teria deixado o local cerca de dez horas antes da chegada dos agentes, levando documentos, celulares e outros materiais considerados importantes para a apuração. A polícia passou a investigar se houve vazamento de informações sobre a operação.

Segundo os investigadores, o grupo atuava em diferentes modalidades de golpe, entre elas o "golpe do falso advogado", o "golpe do INSS" e a chamada "mão fantasma", quando criminosos instalam aplicativos capazes de controlar remotamente os celulares das vítimas.

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