Defesa de Zambelli prepara ações contra condenações do STF
Novo advogado atuará com italiano Pieremilio Sammarco para contestar decisões e tentar impedir extradição
Gabriel Durvalino
A ex-deputada federal Carla Zambelli contratou o advogado brasileiro Eduardo Maurício para atuar em sua defesa, em conjunto com o advogado italiano Pieremilio Sammarco, no Brasil e na Itália. A estratégia anunciada pela defesa inclui medidas para contestar as duas condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e atuar no processo de extradição que tramita na Justiça italiana.
Segundo Eduardo Maurício, a defesa prepara revisões criminais para as duas condenações de Zambelli: dez anos pelo caso da invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça e inserção de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, e cinco anos e três meses por ter ameaçado e apontado uma arma de fogo para um homem em São Paulo.
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O advogado também afirma que pretende atuar, ao lado de Sammarco, no processo de extradição e solicitar a retirada do nome de Zambelli da lista vermelha da Interpol.
A defesa ainda pretende apresentar representações a organismos internacionais, entre eles o Tribunal Penal Internacional e a Corte Interamericana de Direitos Humanos.
“Nosso objetivo é contestar as condenações do Supremo Tribunal Federal, utilizar todos os recursos legais disponíveis e evitar a extradição de Carla Zambelli”, afirma Eduardo.
Em julho, a Corte Suprema de Cassação da Itália anulou outra decisão que autorizava a extradição, determinando que o caso fosse reanalisado. A defesa sustenta que as condenações brasileiras são ilegais e abusivas, alegando perseguição política, afronta à Lei e às quatro linhas da Constituição Federal e desrespeito às garantias processuais por parte do ministro Alexandre de Moraes.
29 de outubro de 2022 — Perseguição armada em São Paulo
Na véspera do segundo turno das eleições, Carla Zambelli se envolveu em um episódio no bairro dos Jardins, em São Paulo. A então deputada sacou uma arma e perseguiu um homem pelas ruas. O caso posteriormente resultou em uma condenação pelo STF por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.
29 de fevereiro de 2024 — Indiciamento no caso do CNJ
A Polícia Federal indiciou Zambelli e o hacker Walter Delgatti Neto pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela inserção de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. Zambelli negou participação nas acusações.
15 de maio de 2025 — Condenação a dez anos de prisão
A Primeira Turma do STF condenou Zambelli a dez anos de prisão pelo caso envolvendo a invasão dos sistemas do CNJ e a falsificação de documentos. A decisão também determinou a perda do mandato e a inelegibilidade pelo período previsto na legislação.
Junho de 2025 — Saída do Brasil
Pouco depois da condenação, Zambelli deixou o Brasil e seguiu para a Itália, país onde também possui cidadania. A saída ocorreu antes do trânsito em julgado da condenação. A defesa passou a atuar para impedir o cumprimento das penas no Brasil.
29 de julho de 2025 — Prisão em Roma
Após ter o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol, Zambelli foi presa em Roma. Ela permaneceu detida no presídio feminino de Rebibbia enquanto a Justiça italiana analisava os pedidos de extradição apresentados pelo Brasil.
Outubro de 2025 — Segunda condenação
O STF confirmou a condenação de Zambelli a cinco anos e três meses de prisão pelo episódio envolvendo a arma em São Paulo. A decisão também determinou a perda do mandato.
Dezembro de 2025 — Renúncia ao mandato
Após uma disputa entre Câmara e STF sobre a perda do mandato, Zambelli renunciou ao cargo de deputada federal em 14 de dezembro.
26 de março de 2026 — Itália autoriza extradição
A Corte de Apelação de Roma autorizou a extradição de Zambelli para o Brasil em um dos processos. A defesa recorreu à Corte Suprema de Cassação.
22 de maio de 2026 — Zambelli é solta
A Corte Suprema de Cassação anulou a decisão relacionada a um dos pedidos de extradição e determinou a soltura da ex-deputada. Zambelli deixou a prisão após cerca de dez meses detida na Itália.
1º de julho de 2026 — Novo revés no processo de extradição
A Corte Suprema de Cassação também anulou a segunda decisão que autorizava a extradição, relacionada ao caso da arma, e determinou que o processo fosse novamente analisado pela Corte de Apelação de Roma.
Setembro de 2026 — Processo segue na Itália
Atualmente, Zambelli permanece na Itália, em liberdade, enquanto a Justiça italiana reanalisa o pedido de extradição. Ela continua condenada no Brasil, mas as decisões sobre seu eventual retorno ao país dependem do andamento dos processos na Itália.
Defesa de Zambelli prepara ações contra condenações do STFNovo advogado atuará com italiano Pieremilio Sammarco para contestar decisões e tentar impedir extradição Política2026-09-17T16:06:57.291ZA ex-deputada federal Carla Zambelli contratou o advogado brasileiro Eduardo Maurício para atuar em sua defesa, em conjunto com o advogado italiano Pieremilio Sammarco, no Brasil e na Itália. A estratégia anunciada pela defesa inclui medidas para contestar as duas condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e atuar no processo de extradição que tramita na Justiça italiana. Segundo Eduardo Maurício, a defesa prepara revisões criminais para as duas condenações de Zambelli: dez anos pelo caso da invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça e inserção de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, e cinco anos e três meses por ter ameaçado e apontado uma arma de fogo para um homem em São Paulo. O advogado também afirma que pretende atuar, ao lado de Sammarco, no processo de extradição e solicitar a retirada do nome de Zambelli da lista vermelha da Interpol. A defesa ainda pretende apresentar representações a organismos internacionais, entre eles o Tribunal Penal Internacional e a Corte Interamericana de Direitos Humanos. “Nosso objetivo é contestar as condenações do Supremo Tribunal Federal, utilizar todos os recursos legais disponíveis e evitar a extradição de Carla Zambelli”, afirma Eduardo. Em julho, a Corte Suprema de Cassação da Itália anulou outra decisão que autorizava a extradição, determinando que o caso fosse reanalisado. A defesa sustenta que as condenações brasileiras são ilegais e abusivas, alegando perseguição política, afronta à Lei e às quatro linhas da Constituição Federal e desrespeito às garantias processuais por parte do ministro Alexandre de Moraes. Mauricio afirma que “entregar Zambelli ao Brasil seria o mesmo que sentenciar sua morte.” RELEMBRE O CASO: 29 de outubro de 2022 — Perseguição armada em São Paulo Na véspera do segundo turno das eleições, Carla Zambelli se envolveu em um episódio no bairro dos Jardins, em São Paulo. A então deputada sacou uma arma e perseguiu um homem pelas ruas. O caso posteriormente resultou em uma condenação pelo STF por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. 29 de fevereiro de 2024 — Indiciamento no caso do CNJ A Polícia Federal indiciou Zambelli e o hacker Walter Delgatti Neto pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela inserção de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. Zambelli negou participação nas acusações. 15 de maio de 2025 — Condenação a dez anos de prisão A Primeira Turma do STF condenou Zambelli a dez anos de prisão pelo caso envolvendo a invasão dos sistemas do CNJ e a falsificação de documentos. A decisão também determinou a perda do mandato e a inelegibilidade pelo período previsto na legislação. Junho de 2025 — Saída do Brasil Pouco depois da condenação, Zambelli deixou o Brasil e seguiu para a Itália, país onde também possui cidadania. A saída ocorreu antes do trânsito em julgado da condenação. A defesa passou a atuar para impedir o cumprimento das penas no Brasil. 29 de julho de 2025 — Prisão em Roma Após ter o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol, Zambelli foi presa em Roma. Ela permaneceu detida no presídio feminino de Rebibbia enquanto a Justiça italiana analisava os pedidos de extradição apresentados pelo Brasil. Outubro de 2025 — Segunda condenação O STF confirmou a condenação de Zambelli a cinco anos e três meses de prisão pelo episódio envolvendo a arma em São Paulo. A decisão também determinou a perda do mandato. Dezembro de 2025 — Renúncia ao mandato Após uma disputa entre Câmara e STF sobre a perda do mandato, Zambelli renunciou ao cargo de deputada federal em 14 de dezembro. 26 de março de 2026 — Itália autoriza extradição A Corte de Apelação de Roma autorizou a extradição de Zambelli para o Brasil em um dos processos. A defesa recorreu à Corte Suprema de Cassação. 22 de maio de 2026 — Zambelli é solta A Corte Suprema de Cassação anulou a decisão relacionada a um dos pedidos de extradição e determinou a soltura da ex-deputada. Zambelli deixou a prisão após cerca de dez meses detida na Itália. 1º de julho de 2026 — Novo revés no processo de extradição A Corte Suprema de Cassação também anulou a segunda decisão que autorizava a extradição, relacionada ao caso da arma, e determinou que o processo fosse novamente analisado pela Corte de Apelação de Roma. Setembro de 2026 — Processo segue na Itália Atualmente, Zambelli permanece na Itália, em liberdade, enquanto a Justiça italiana reanalisa o pedido de extradição. Ela continua condenada no Brasil, mas as decisões sobre seu eventual retorno ao país dependem do andamento dos processos na Itália. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/defesa-de-zambelli-prepara-acoes-contra-condenacoes-do-stf
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