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Sócio da PixBet é preso pela PF na 2ª fase da Operação Arena

Ação investiga suspeitas de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e crimes contra a ordem tributária e financeira na Paraíba

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Anita Prado, Caroline Vale
Profissional da Polícia Federal | Divulgação/PF

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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (17), a segunda fase da Operação Arena, que investiga suspeitas de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outros crimes contra a ordem tributária e financeira. Entre as medidas cumpridas está a prisão preventiva do empresário Diomar Tadeu Dantas de Farias, apontado como sócio da empresa de apostas esportivas PixBet.

O SBT News procurou a PixBet e aguarda posicionamento.

A operação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva, além de medidas de sequestro de bens, nas cidades de Campina Grande e João Pessoa, na Paraíba.

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Até a última atualização desta reportagem, apenas a identidade do alvo do mandado de prisão preventiva havia sido confirmada.

Diomar é primo de Ernildo Júnior, proprietário da PixBet. Na primeira fase da Operação Arena, realizada em agosto, Ernildo foi alvo de uma abordagem da Polícia Federal. Na ocasião, o veículo e o celular dele foram apreendidos.

Primeira fase da operação

A primeira fase da Operação Arena foi deflagrada em 13 de agosto pela PF, em parceria com o Ministério Público Federal, a Receita Federal e a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Na ocasião, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em cinco estados: Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná.

Segundo a PF, a investigação apura a atuação de um grupo empresarial suspeito de usar estruturas societárias e financeiras no exterior para ocultar a origem e a destinação de recursos obtidos com jogos de azar e apostas esportivas. A apuração envolve suspeitas de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outros crimes contra o sistema financeiro nacional.

A Justiça Federal autorizou ainda o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens e valores, além da quebra de sigilos bancário e telemático dos investigados.

Entre os alvos da primeira fase estava o advogado Nelson Wilians, em São Paulo. A Polícia Federal apreendeu dois celulares e um HD durante as buscas. Segundo apuração do SBT News, o escritório de Wilians mantinha um contrato com a PixBet, firmado em 2022, no valor estimado de US$ 20 milhões, cerca de R$ 102 milhões. O montante corresponde a honorários advocatícios e passou a ser analisado no âmbito da investigação.

Wilians seria suspeito de atuar como operador financeiro da empresa de apostas e de colaborar em possíveis mecanismos de ocultação de patrimônio, omissão de rendimentos e sonegação de impostos. A defesa nega as acusações e afirma que a relação com a PixBet é “estritamente profissional”, limitada à prestação de serviços jurídicos.

A PixBet tem sede em Campina Grande, no Agreste da Paraíba.

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