Política

Cury pede que Meta seja alvo de uma auditoria independente

Candidato à presidência pelo Avante suspeita que a empresa esteja prejudicando deliberadamente seu engajamento nas redes sociais

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André de Sena, Dayres Vitória
Augusto Cury | Renato Pizzutto/Band

Augusto Cury | Renato Pizzutto/Band

O candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, disse nesta quinta-feira (17) desconfiar que está sendo deliberadamente prejudicado pela Meta nos algoritmos das redes sociais. A declaração foi dada durante uma coletiva de imprensa na cidade de São Paulo.

Antes do evento começar, ele entregou aos jornalistas presentes uma carta pedindo a realização de uma auditoria independente com a participação de "universidades, cientistas de dados, especialistas em recomendação, autoridades eleitorais e organizações de defesa das liberdades civis", tanto do Brasil quanto internacionais, inclusive com acompanhamento do Tribunal Superior Eleitoral, do Ministério Público e do Congresso Nacional.

Ele afirma que, de 16 a 30 de agosto, teve um crescimento de aproximadamente 2,5 milhões de seguidores no seu Instagram, mas que, de 1° a 15 de setembro, seu engajamento diminuiu abruptamente. De acordo com o candidato, essa queda coincidiu justamente com o período em que intensificou suas "críticas à intoxicação digital, aos impactos das redes sobre crianças e adolescentes e à situação econômica e emocional dos influenciadores".

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Registros técnicos

No documento, Cury solicita que a Meta preserve todos os registros técnicos referentes à distribuição de conteúdos políticos relacionados à sua candidatura desde 1° de agosto de 2026. "Nenhuma empresa privada deveria possuir, sem auditoria externa, capacidade de alterar silenciosamente quem é ouvido durante uma eleição presidencial", disse. Também argumentou que "uma candidatura que cresce organicamente não pode ser penalizada por possuir menos recursos".

O candidato também afirmou que, caso fique comprovado que ele não foi vítima de "interferência discriminatória na distribuição de conteúdos", vai reconhecer publicamente o resultado da auditoria. No entanto, se a investigação provar o contrário, defendeu que as autoridades competentes cobrem uma indenização da Meta. "Nada deverá ser destinado pessoalmente a mim: eventual reparação deverá beneficiar a sociedade brasileira."

Ao ser questionado se é a favor da regulação das redes sociais, disse que é contrário a essa medida "no sentido de tolher a liberdade de expressão", mas fez um apelo para que as empresas abram os algoritmos.

"Eu espero que a Meta abra os algoritmos o mais rápido possível para que haja democracia na transparência das informações."

Durante a coletiva, ele também criticou o fato de os candidatos terem que pagar as big techs para que seus conteúdos sejam impulsionados nas redes sociais. "O algoritmo é cruel, não é democrático, exige que você impulsione [as postagens] com dinheiro para que a mensagem possa chegar", argumentou.

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