Bolsonaro recebeu agentes após falha em tornozeleira
Polícia Militar do DF informou ao STF que perda de sinal do GPS foi resolvida no local e não comprometeu o monitoramento



O ex-presidente Jair Bolsonaro | Diego Herculano/Reuters
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu a visita de agentes da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) na noite da última sexta-feira (19), após a tornozeleira eletrônica usada por ele apresentar uma falha no sinal de GPS.
Em relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (26), a corporação informou que o problema foi resolvido no local e não comprometeu o monitoramento do equipamento.
Segundo o documento, a Central de Monitoramento registrou às 18h57 um alerta indicando a perda de sinal da tornozeleira. Inicialmente, a equipe técnica orientou Bolsonaro a se deslocar para uma área externa da residência para tentar restabelecer a conexão com os satélites.
Como o sinal não retornou imediatamente, uma equipe de campo do Centro Integrado de Monitoramento Eletrônico (CIME) seguiu até a casa do ex-presidente. Os policiais chegaram ao local às 20h04 para realizar uma verificação presencial do equipamento.
Durante a inspeção, os agentes constataram que a estrutura da tornozeleira permanecia intacta e que as luzes de funcionamento operavam normalmente. Em seguida, orientaram Bolsonaro a se deslocar para um ponto com melhor visibilidade para os satélites do sistema de geolocalização.
“Na movimentação realizada para a parte frontal da edificação, foi possível a conexão pretendida. Em seguida, todos os dados captados durante o período de instabilidade foram baixados e enviados à Central de Monitoração, sem prejuízos à medida. Equipamento funcionando dentro dos padrões esperados, sem necessidade de troca. A equipe retornou à base”, informaram as autoridades no relatório.
Bolsonaro já se envolveu em um episódio relacionado à tornozeleira eletrônica durante o cumprimento de uma prisão domiciliar em 2025, no âmbito da investigação sobre a atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro por coação à Justiça.
Em novembro do ano passado, o ex-presidente admitiu ter usado um ferro de solda para abrir o dispositivo. Após o episódio, Moraes determinou sua prisão preventiva.
A atual prisão domiciliar foi concedida por Moraes em 24 de março, no processo que condenou o ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.
O benefício tinha duração de 90 dias e expirou na quinta-feira (25). Apesar disso, Bolsonaro continua em prisão domiciliar enquanto aguarda uma decisão do ministro sobre sua situação.
A defesa já apresentou ao STF um pedido para prorrogar a medida, sob o argumento de que as condições de saúde do ex-presidente justificam a manutenção do benefício.













