Política

Escolhido para vice, França se compara a 'Neymar no banco'

Ao SBT News, o pré-candidato a vice ao governo de SP disse que a decisão seguiu a “regra do jogo” e vê cenário com definição possível já no 1º turno

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Lucas Carvalho, Vicklin Moraes

O ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB) comentou, nesta sexta-feira (26), as negociações que culminaram com sua escolha para a vaga de pré-candidato a vice-governador na chapa de Fernando Haddad (PT) em São Paulo Inicialmente cotado para disputar o Senado, França acabou deslocado para a vice. Preterido para a vaga de senador, o ex-ministro afirmou, em entrevista ao SBT News, que a escolha seguiu a lógica política da aliança e comparou o processo a uma escalação de futebol.

“A gente costuma dizer que é como uma escalação de time. Imagina o Neymar no banco, esperando a vez de jogar. Sempre há alguém na frente, e eu também tive que esperar minha oportunidade”, disse. Com essa decisão, a aposta do governo Lula para o Senado em São Paulo são as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).

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França destacou que respeitou a decisão da liderança política, tomada durante reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o próprio Haddad. “É preciso respeitar quem lidera e quem comanda. Quem nos lidera é o presidente Lula. Nesse caso, a escolha do vice-governador cabia ao Haddad, para que ele pudesse se sentir à vontade”, afirmou.

Segundo ele, Haddad justificou a escolha com base na experiência administrativa. “Ele disse que queria alguém que conhecesse o estado e cada cidade. E me escolheu. Faz parte da regra do jogo. Não adianta lamentar, é preciso seguir em frente”, completou.

Ao comentar o cenário eleitoral em São Paulo, França avaliou que a disputa pode ser definida já no primeiro turno, diante da redução no número de candidaturas competitivas. “O quadro acabou se afunilando. Com poucos candidatos, a tendência é que a eleição se resolva em um turno só”, disse.

Ele também mencionou o atual governador Tarcísio de Freitas(Republicanos), apontando que o adversário aparece à frente nas pesquisas, mas ponderou que o cenário eleitoral ainda pode mudar.

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