Marina atribui investigação de Wagner à autonomia da PF
Pré-candidata ao Senado diz que investigações são independentes, sem “dois pesos e duas medidas”, e defende rigor da Justiça com ampla defesa
Vicklin Moraes, Raquel Landim , Eduardo Gayer, Victoria Abel
26/06/2026, 20:45 • Atualizado em 26/06/2026, 21:41
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A ex-ministra do Meio Ambiente e pré-candidata ao Senado pela Rede em São Paulo, Marina Silva, atribuiu as investigações que envolvem integrantes do PT no chamado caso Banco Master à autonomia da Polícia Federal no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Em entrevista ao Poder Expresso, do SBT News, nesta sexta-feira (26), Marina afirmou que as apurações demonstram independência das instituições e negou tratamento diferenciado.
“Como demonstração dessa independência, não há dois pesos e duas medidas. Todos estão sendo investigados, e cabe à Polícia Federal conduzir as apurações que vão determinar o veredito. Há também uma diferença no governo do presidente Lula: ninguém é condenado a priori, seja do campo que está no poder ou da oposição. Todos terão direito à ampla defesa. As investigações serão feitas com todo o rigor, e aqueles que a Justiça concluir serem culpados também serão punidos com o mesmo rigor”, afirmou.
A declaração ocorre após o então líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), deixar o cargo. A saída foi motivada por investigações da Polícia Federal que apontam indícios de que o senador teria recebido benefícios indevidos para atuar em favor de interesses do Banco Master no Congresso Nacional.
Em 18 de junho, Wagner foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes envolvendo a instituição financeira e a rede de relações do empresário Daniel Vorcaro com autoridades e empresários.
Após a saída de Wagner, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) foi anunciada como nova líder do governo no Senado.
Segundo a Polícia Federal, Jaques Wagner teria recebido benefícios do empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, enquanto mantinha interlocução sobre pautas de interesse da instituição. A investigação cita, entre os indícios, a compra de ingressos para familiares do senador em um show internacional em Los Angeles, nos Estados Unidos, além do uso de jatinhos sem custos.
Durante buscas em endereços ligados ao parlamentar em Brasília e na Bahia, a PF apreendeu US$ 55 mil (cerca de R$ 282 mil) e € 33.500 (aproximadamente R$ 197 mil).
Em sua defesa, Wagner afirmou que os valores são provenientes de diárias recebidas do Senado para missões oficiais no exterior, além de recursos próprios sacados para viagens particulares. Sobre um imóvel citado nas investigações, disse que mantinha um acordo com Augusto Lima para aquisição na planta, com pagamento posterior.
Marina atribui investigação de Wagner à autonomia da PFPré-candidata ao Senado diz que investigações são independentes, sem “dois pesos e duas medidas”, e defende rigor da Justiça com ampla defesa
Política2026-06-26T20:45:29.270ZA ex-ministra do Meio Ambiente e pré-candidata ao Senado pela Rede em São Paulo, Marina Silva, atribuiu as investigações que envolvem integrantes do PT no chamado caso Banco Master à autonomia da Polícia Federal no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista ao Poder Expresso, do SBT News, nesta sexta-feira (26), Marina afirmou que as apurações demonstram independência das instituições e negou tratamento diferenciado. “Como demonstração dessa independência, não há dois pesos e duas medidas. Todos estão sendo investigados, e cabe à Polícia Federal conduzir as apurações que vão determinar o veredito. Há também uma diferença no governo do presidente Lula: ninguém é condenado a priori, seja do campo que está no poder ou da oposição. Todos terão direito à ampla defesa. As investigações serão feitas com todo o rigor, e aqueles que a Justiça concluir serem culpados também serão punidos com o mesmo rigor”, afirmou. A declaração ocorre após o então A saída foi motivada por investigações da Polícia Federal que apontam indícios de que o senador teria recebido benefícios indevidos para atuar em favor de interesses do Banco Master no Congresso Nacional. Em 18 de junho, , que apura suspeitas de fraudes envolvendo a instituição financeira e a rede de relações do empresário Daniel Vorcaro com autoridades e empresários. Após a saída de Wagner, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) foi anunciada como nova líder do governo no Senado. Segundo a Polícia Federal,, ex-sócio do Banco Master, enquanto mantinha interlocução sobre pautas de interesse da instituição. A investigação cita, entre os indícios, a compra de ingressos para familiares do senador em um show internacional em Los Angeles, nos Estados Unidos, além do uso de jatinhos sem custos. Durante buscas em endereços ligados ao parlamentar em Brasília e na Bahia, a PF apreendeu US$ 55 mil (cerca de R$ 282 mil) e € 33.500 (aproximadamente R$ 197 mil). Em sua defesa, Wagner afirmou que os valores são provenientes de diárias recebidas do Senado para missões oficiais no exterior, além de recursos próprios sacados para viagens particulares. Sobre um imóvel citado nas investigações, disse que mantinha um acordo com Augusto Lima para aquisição na planta, com pagamento posterior.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/marina-atribui-investigacao-de-wagner-a-autonomia-da-pf