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Lula diz que Brasil terá IA própria: “Não tem mais volta”

Reunião no Planalto tratou de estratégias para entrada brasileira no setor; datacenters, energia limpa e retenção de talentos são prioridade

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O presidente Lula (PT) | Reprodução

O presidente Lula (PT) | Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira (11), após reunião no Palácio do Planalto para discutir a estratégia do Brasil em inteligência artificial (IA), que o encontro será lembrado como o marco do ingresso brasileiro nesse campo.

“Não é uma parceria só entre nós – o governo – e as empresas. É entre nós, as universidades brasileiras, as instituições da sociedade civil e os empresários para criarmos o que é nosso [...] Essa reunião de hoje é o começo definitivo da nossa entrada na era da inteligência artificial. Não tem mais volta", afirmou.

Lula avaliou que o estágio, no momento, é de pensar de maneira realista sobre onde o país pode se inserir na cadeia da IA. Em paralelo ao impulso recente que determinou sobre o plano brasileiro para mineiras críticos e terras raras, Lula reclamou da demora com que o governo tratou das questões em um momento em que competidores estrangeiros estão se movimentando para ocupar o espaço.

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“Em vez de ficarmos olhando naquilo que é grandioso, que a China tem, nós temos que ver: o que nós temos? O que nós poderemos utilizar? E começar hoje a olhar um pouco aquilo que nós podemos oferecer ao mundo".

O encontro reuniu especialistas do setor no meio acadêmico e empresarial. A coordenação do plano Soberania Digital é concentrada no Ministério da Gestão e Inovação, da ministra Esther Dweck. Também participaram do encontro Miriam Belchior, da Casa Civil; Luciana Santos, de Ciência e Tecnologia; e o vice-presidente Geraldo Alckmin, também ministro da Indústria.

Dweck elogiou as contribuições dos convidados e tirou como saldo das conversas o enfoque imediato em três frentes: expandir a base de energia limpa para atender às exigências de consumo elétrica da IA; reter talentos no setor; e criar uma infraestrutura local de datacenters para concentrar hubs dessa tecnologia no país.

“Se a gente não der esse salto de qualidade garantindo toda essa infraestrutura e chegando nas aplicações, vamos perder essa janela. [...] O foco aqui agora é o Estado conseguir coordenar essa agenda em parceria com o setor privado", afirmou a ministra.

O projeto que cria a Política Nacional de Data Centers, dando prioridade de acesso a redes de transmissão elétrica e criando regras de cibersegurança e operação, já passou pela Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara. Ainda é preciso passar por outras comissões antes de seguir ao plenário.

Já o projeto que cria incentivos fiscais para a instalação de datacenters no Brasil está parado no Senado desde o começo do ano.

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