Eleições

Quaest: Lula amplia margem sobre Flávio entre católicos

Pesquisa foi realizada durante repercussão de polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida; entre evangélicos, candidato do PL tem 38% e Lula, 22%

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Gabriela Tunes
O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) | Reprodução

O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) | Reprodução

O presidente Lula (PT) chegou a 39% das intenções de voto espontâneas entre os eleitores católicos, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (28). O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 24% das intenções.

Na comparação com a rodada anterior, divulgada em 21 de setembro, os dois candidatos oscilaram para cima entre os católicos. Lula passou de 35% para 39%. Flávio foi de 22% para 24%, dois pontos a mais.

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A diferença entre os dois, que era de 13 pontos percentuais na semana passada, passou para 15 pontos no levantamento mais recente.

O movimento também pode ser observado ao longo de setembro. No início do mês, em 2 de setembro, Lula registrava 33% entre os católicos e Flávio, 16%. Desde então, o petista passou de 33% para 39%, enquanto o candidato do PL avançou de 16% para 24%.

A margem de erro nesse segmento é de três pontos percentuais.

EVANGÉLICOS

Entre os eleitores evangélicos, o cenário é diferente. Flávio Bolsonaro aparece com 38% das intenções espontâneas de voto, enquanto Lula registra 22%.

Na comparação com o levantamento de 21 de setembro, Flávio passou de 35% para 38%. Lula foi de 18% para 22%.

No início de setembro, Flávio registrava 28% nesse segmento e Lula, 19%. A margem de erro entre os evangélicos é de quatro pontos percentuais.

CONTROVÉRSIA

O levantamento foi realizado entre os dias 24 e 27 de setembro, período em que ganhou repercussão nas redes sociais a informação de que Flávio Bolsonaro estaria ligado a uma iniciativa para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O candidato negou defender a proposta e classificou a informação como falsa.

A controvérsia também chegou à Justiça. Na sexta-feira (25), o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de publicações que associassem Flávio ou sua família a uma tentativa de retirar o título da santa.

No domingo (27), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a decisão de Mendonça e determinou o restabelecimento de uma publicação do humorista Antonio Tabet. Na segunda-feira (28), Dino solicitou ao ministro Edson Fachin que o caso seja analisado no Plenário do STF.

A campanha de Flávio criticou a decisão de Dino e defendeu a competência da Justiça Eleitoral para analisar o caso. O candidato também acusou integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de terem ajudado o PT a espalhar a informação.

Em nota, a CNBB negou participação na produção ou divulgação de informações falsas e afirmou não integrar estruturas político-partidárias.

A Quaest ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre 24 e 27 de setembro. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Globo.

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