Política

Bolsonaro aguarda decisão de Moraes após apresentar justificativa sobre proibição de usar redes sociais

Defesa do ex-presidente pede que STF esclareça alcance da medida cautelar que impede utilização de plataformas digitais; veja o que pode acontecer agora

S
SBT News
23/07/2025, 11:51 • Atualizado em 23/07/2025, 11:52
compartilhar
Moraes determinou uma série de medidas contra Bolsonaro, como tornozeleira eletrônica | Divulgação/Victor Piemonte/STF e Reprodução/YouTube

Moraes determinou uma série de medidas contra Bolsonaro, como tornozeleira eletrônica | Divulgação/Victor Piemonte/STF e Reprodução/YouTube

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aguarda decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após apresentar nessa terça (22) justificativa sobre proibição do uso de redes sociais de forma direta ou indireta. Magistrado pode tomar decisão nesta quarta (23), o que pode incluir até prisão preventiva.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

A manifestação do ex-mandatário foi apresentada após Moraes determinar, na segunda (21), que a defesa de Bolsonaro explicasse, em 24 horas, divulgação de vídeos e fotos nas redes sociais em que o ex-presidente exibiu tornozeleira eletrônica e deu declarações, pouco depois de participar de uma reunião emergencial convocada pelo PL na Câmara dos Deputados.

A defesa do ex-presidente argumentou que "o embargante [Jair Bolsonaro] não postou, não acessou suas redes sociais e nem pediu para que terceiros o fizessem por si".

Advogados também alegaram que decisão de Moraes não detalhou se ex-mandatário não pode dar entrevistas a veículos de comunicação, mesmo que conteúdo seja reproduzido depois por terceiros em redes. Para eles, a responsabilidade por divulgação e postagem é dos canais de imprensa.

A defesa pediu ainda que o STF esclareça o alcance exato da proibição, especialmente se ela inclui a concessão de entrevistas que possam ser transmitidas ou transcritas em plataformas digitais.

"A fim de que não haja qualquer equívoco na compreensão da extensão pretendida pela medida cautelar imposta [...] requer que a decisão seja esclarecida, a fim de precisar os exatos termos da proibição", diz a petição enviada por Bolsonaro ao Supremo.

Advogados também afirmaram que ex-presidente não dará novas declarações públicas até que STF se manifeste.

O que Moraes pode fazer?

Além de emitir parecer sobre pontos expostos pela defesa de Bolsonaro, Moraes pode tomar as seguintes decisões:

  • Atender ao pedido da defesa e detalhar medidas contra Bolsonaro, como se ele está de fato proibido ou não de falar à imprensa;
  • Pedir manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre se Bolsonaro descumpriu proibição. Depois, ministro poderá acatar ou não parecer do procurador-geral, Paulo Gonet;
  • Pedir prisão preventiva de Bolsonaro, manter medidas já determinadas ou impor novas cautelares.

Alvo de operação da Polícia Federal (PF) na última sexta (18), Bolsonaro foi incluído por Moraes em novo inquérito no STF, por suspeita de tentativa de obstrução de justiça e ataque à soberania nacional. Ex-presidente já é réu na ação penal sobre tentativa de golpe de Estado após eleições de 2022, no qual a PGR se manifestou favorável à condenação do político e de outros acusados.

Medidas cautelares determinadas na força-tarefa da PF incluem, além de tornozeleira eletrônica, proibição de usar redes sociais e de se comunicar com embaixadores, réus e investigados, em lista que inclui o filho "03", o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), também alvo do inquérito.

Bolsonaro também não pode se aproximar de embaixadas e deve seguir regras de recolhimento domiciliar – das 19h às 7h em dias de semana e integral em fins de semana.

Na segunda (21), a Primeira Turma do STF confirmou medidas cautelares impostas por Moraes, por 4 a 1. Apenas o ministro Luiz Fux votou contra manutenção de restrições.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Parreira tem melhora no quadro pulmonar, mas segue na UTI

Parreira tem melhora no quadro pulmonar, mas segue na UTI

Imagem da notícia: Ucrânia aceita ajuda de Lula para negociar acordo de paz

Ucrânia aceita ajuda de Lula para negociar acordo de paz

Imagem da notícia: Estados Unidos x Austrália na Copa; siga em tempo real

Estados Unidos x Austrália na Copa; siga em tempo real

Imagem da notícia: Lei Seca: Brasil registra 23 multas por hora em 18 anos

Lei Seca: Brasil registra 23 multas por hora em 18 anos

Imagem da notícia: Parreira tem melhora no quadro pulmonar, mas segue na UTI

Parreira tem melhora no quadro pulmonar, mas segue na UTI

Imagem da notícia: Ucrânia aceita ajuda de Lula para negociar acordo de paz

Ucrânia aceita ajuda de Lula para negociar acordo de paz

Imagem da notícia: Estados Unidos x Austrália na Copa; siga em tempo real

Estados Unidos x Austrália na Copa; siga em tempo real

Imagem da notícia: Lei Seca: Brasil registra 23 multas por hora em 18 anos

Lei Seca: Brasil registra 23 multas por hora em 18 anos

Últimas notícias

Neymar é o primeiro convocado home office do mundo, diz Lula

Presidente comentou que camisa 10 da seleção brasileira "não está nem jogando" em interação com criança durante agenda do governo em Minas Gerais

25,2 mi de brasileiros usam bets ilegais, diz ministro

Governo estima perdas de R$ 38,8 bilhões por ano e anuncia bloqueio de recursos de empresas sem autorização

Influencer que divulgar bet ilegal terá que pagar imposto

Secretário especial da Receita Federal diz que criadores de conteúdo poderão pagar Imposto de Renda e PIS/Cofins sobre valores recebidos por publicidade

MP apura fraudes na folha de pagamento de servidores do DF

Alvo da operação, PicPay nega irregularidades e rejeita alegação de cobrança indevida; BRB também está na mira e ainda não se manifestou

Meloni nega ter 'implorado' foto com Trump durante o G7

Premiê italiana acusou o presidente dos EUA de ter inventado a história; chanceler da Itália cancelou viagem a Washington depois da polêmica

Analfabetismo no Brasil cai a 4,9%, menor taxa desde 2016

Dados do IBGE mostram avanço da educação no país, mas 8,4 milhões de brasileiros ainda não sabem ler e escrever