Cidades

Mulher é vítima de feminicídio no RS; estado soma 23 casos em 2026

Daiane Rosa Zastrow, de 39 anos, foi morta a facadas em Esteio, na região metropolitana de Porto Alegre; ex-companheiro é suspeito do crime

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SBT Brasil
19/03/2026, 03:01 • Atualizado em 19/03/2026, 03:01
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Uma mulher de 39 anos foi morta a facadas na região metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A vítima foi identificada como Daiane Rosa Zastrow, moradora de Esteio. Ela morreu na segunda-feira (16).

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O principal suspeito do crime é o ex-companheiro. De acordo com familiares, o relacionamento era marcado por brigas constantes e idas e vindas.

O irmão da vítima, Eduardo Zastrow, relatou que Daiane já havia solicitado medida protetiva com base na Lei Maria da Penha, mas acabou reatando o relacionamento.

Com este caso, o Rio Grande do Sul chega a 23 feminicídios em 2026. Isso significa que, na média, uma mulher foi morta a cada três dias no estado desde o início do ano.

O crime é caracterizado como feminicídio quando a mulher é assassinada por razões relacionadas ao gênero, como ciúmes, controle ou a não aceitação do fim do relacionamento.

Dados esmiuçados

Levantamento do SBT mostra que, dos 23 casos registrados, 19 suspeitos já foram presos. Pelo menos 11 vítimas tinham medidas protetivas contra os agressores.

Os crimes ocorreram tanto em cidades grandes, como Porto Alegre, Esteio e Novo Hamburgo, quanto em municípios do interior gaúcho. Mais da metade dos feminicídios registrados no estado, cerca de 56%, foram cometidos com o uso de faca.

Imagens de câmeras de segurança também mostram a violência dos crimes. Em um dos casos, em Camaquã, o suspeito foi flagrado antes de invadir a casa da ex-companheira. Em outro, em Montenegro, familiares presenciaram o assassinato de uma mulher dentro de casa.

Especialistas apontam falhas na rede de proteção e destacam que o feminicídio é o estágio final de um ciclo de violência.

Segundo análise, é necessário ampliar a fiscalização das medidas protetivas e investir em prevenção, incluindo educação sobre igualdade de gênero desde a infância.

A orientação é que vítimas ou testemunhas procurem ajuda imediatamente.

Como denunciar violência contra a mulher

Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher;

O atendimento funciona 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados, e está disponível também no WhatsApp pelo número (61) 9610-0180. A ligação é anônima e gratuita.

Disque 190: Polícia Militar;

Em caso de emergência, também é possível ligar para o 190 e pedir o auxílio da Polícia Militar. O atendimento telefônico é gratuito e funciona 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados.

Polícia Civil: Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs);

Outra opção é registrar boletim de ocorrência de forma presencial, em uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAMs) ou Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). É possível também prestar queixa em uma delegacia comum.

Quem pode denunciar?

Qualquer pessoa pode fazer uma denúncia e auxiliar mulheres em situação de violência. A denúncia de conhecidos e vizinhos, por exemplo, pode fazer toda a diferença entre uma agressão e um feminicídio.

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