Polícia

PF compara atuação de grupo de Vorcaro com milícia: "profissionais do crime"

No pedido de prisão, PF diz que grupo planejava ações violentas e ataques virtuais contra desafetos

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Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro | Divulgação
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No pedido de prisão, autorizado pela justiça nesta quarta-feira, a Polícia Federal classifica o grupo do banqueiro Daniel Vorcaro de milícia, diante de planos com ações violentas contra integridade física de desafetos e também organização de ataques virtuais. A PF reforça que a atuação do banqueiro Daniel Vorcaro é perigosa não apenas para o sistema financeiro, mas porque ele colocou em risco a vida de pessoas. Há “comprovada periculosidade do agente, não apenas ao sistema financeiro nacional, mas para todos aqueles que lhe são desafetos, cuja resposta oferecida pela organização criminosa é rápida, premeditada e violenta, com o uso reiterado de coação e grave ameaça por uma espécie de milícia privada”.

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A divisão de tarefas no grupo e o conteúdo de diálogos sobre emboscada são exemplos, segundo investigadores, de procedimento comum de organizações criminosas.

Dinheiro vivo, joias e arma: itens apreendidos pela PF na terceira fase da operação Compliance Zero | Divulgação/Polícia Federal
Dinheiro vivo, joias e arma: itens apreendidos pela PF na terceira fase da operação Compliance Zero | Divulgação/Polícia Federal

Vorcaro e seu grupo, que inclui o cunhado Fabiano Zettel, e funcionários como Felipe Mourão, o Sicário, são descritos pela PF como “profissionais do crime” que agem para cooptar outras pessoas, como servidores públicos e também influenciadores na internet.

“Verifica-se, portanto, que a atuação da organização criminosa não é pueril. Pelo contrário, são profissionais do crime, que atuam de forma coordenada, com a captação ilícita de servidores públicos dos mais altos escalões da república, ao mesmo tempo que buscam influenciar a opinião pública contra os agentes do Estado envolvidos na investigação e desmantelamento do esquema criminoso multibilionário, buscando assim construir um cenário favorável de enfraquecimento do Estado e permanência da delinquência alcançada, mesmo que para isso tenham que se utilizar de atos de violência física e coação por meio de sua milícia.”

Ao STF, a polícia informou que mesmo após a primeira prisão de Vorcaro, em novembro do ano passado, o grupo colocou em prática um plano chamado “Projeto DV”, que leva as iniciais do nome de Daniel Vorcaro, em que influenciadores na internet eram contratados para impactar a opinião pública. De acordo com a PF, o objetivo era atacar reputação do Banco Central no mesmo período em que o Tribunal de Contas da União dava sinais de que poderia desfazer liquidação do banco Master.

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