Vorcaro foi preso por suspeita de obstrução e ações violentas contra adversários
Segundo a PF, a prisão preventiva foi solicitada após mensagens indicarem que o banqueiro teria planejado atos violentos contra possíveis rivais
Kenzô Machida, Eduardo Gayer
A Polícia Federal (PF)prendeu, nesta quarta-feira (4), Daniel Vorcaro durante a terceira fase da operação Compliance Zero. A ação investiga a possível prática de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, que, segundo os investigadores, teriam sido cometidos por uma organização criminosa.
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De acordo com a PF, a prisão preventiva foi solicitada após a análise de mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro. O conteúdo indicaria que Vorcaro teria planejado atos de violência contra pessoas que ele considerava adversárias.
A medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Esta é a primeira decisão do magistrado como relator do caso, função que ele assumiu no mês passado.
Dinheiro vivo, joias e arma: itens apreendidos pela PF na terceira fase da operação Compliance Zero | Divulgação/Polícia Federal
Foram alvos de mandados de prisão nesta quarta:
Daniel Vorcaro, banqueiro e controlador do Master;
Fabiano Campos Zettel, empresário e cunhado de Vorcaro;
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão;
Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado.
Vorcaro já havia sido preso em novembro do ano passado, quando tentou embarcar em um avião particular com destino à Europa, no Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo. Na ocasião, a Polícia Federal apontou risco concreto de fuga do país.
O novo pedido de prisão foi feito pela PF. A Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda não se manifestou sobre o caso.
Servidores do BC suspeitos de vazar informações para Vorcaro
O ministro do STF também ordenou busca e apreensão em endereços de Paulo Sérgio Souza e Belline Santana, servidores de carreira do BC alocados no Departamento de Supervisão Bancária (Desup).
Souza está usando tornozeleira eletrônica. Ele comandou a diretoria de Fiscalização sob a gestão de Roberto Campos Neto e, nos últimos anos, era chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária. O chefe da divisão era Belline Santana.
Segundo a PF, Souza e Santana atuavam como consultores do Master dentro do BC e tinham até um grupo de mensagens com Vorcaro, fornecendo informações sobre procedimentos em curso e indicando estratégias para contornar a fiscalização da autoridade monetária.
Esquema tinha núcleos de corrupção institucional e intimidação
De acordo com a PF, o esquema investigado se dividia em quatro núcleos de atuação:
Financeiro, responsável pela estruturação das fraudes contra o sistema financeiro;
Corrupção institucional, voltado à cooptação de servidores públicos do BC;
Ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro, com utilização de empresas interpostas;
Intimidação e obstrução de justiça, responsável pelo monitoramento ilegal de pessoas, dentre as quais, adversários concorrenciais, jornalistas, ex-funcionários e autoridades.
O quarto núcleo, ainda segundo a PF, acessava indevidamente sistemas sigilosos de instituições públicas com competência investigativa. A lista inclui a própria Polícia Federal, o Ministério Público Federal MPF), o FBI e a Interpol.
Vorcaro foi preso por suspeita de obstrução e ações violentas contra adversáriosSegundo a PF, a prisão preventiva foi solicitada após mensagens indicarem que o banqueiro teria planejado atos violentos contra possíveis rivaisJustiça2026-03-04T11:25:17.649ZA durante a terceira fase da operação Compliance Zero. A ação investiga a possível prática de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, que, segundo os investigadores, teriam sido cometidos por uma organização criminosa. De acordo com a PF, a prisão preventiva foi solicitada após a análise de mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro. O conteúdo indicaria que Vorcaro teria planejado atos de violência contra pessoas que ele considerava adversárias. A medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Esta é a primeira decisão do magistrado como relator do caso, função que ele assumiu no mês passado. Foram alvos de mandados de prisão nesta quarta: Vorcaro já havia sido preso em novembro do ano passado, quando tentou embarcar em um avião particular com destino à Europa, no Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo. Na ocasião, a Polícia Federal apontou risco concreto de fuga do país. O novo pedido de prisão foi feito pela PF. A Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda não se manifestou sobre o caso. Servidores do BC suspeitos de vazar informações para Vorcaro O ministro do STF também ordenou busca e apreensão em endereços de Paulo Sérgio Souza e Belline Santana, servidores de carreira do BC alocados no Departamento de Supervisão Bancária (Desup). Souza está usando tornozeleira eletrônica. Ele comandou a diretoria de Fiscalização sob a gestão de Roberto Campos Neto e, nos últimos anos, era chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária. O chefe da divisão era Belline Santana. Segundo a PF, Souza e Santana atuavam como consultores do Master dentro do BC e tinham até um grupo de mensagens com Vorcaro, fornecendo informações sobre procedimentos em curso e indicando estratégias para contornar a fiscalização da autoridade monetária. Esquema tinha núcleos de corrupção institucional e intimidação De acordo com a PF, o esquema investigado se dividia em quatro núcleos de atuação: O quarto núcleo, ainda segundo a PF, acessava indevidamente sistemas sigilosos de instituições públicas com competência investigativa. A lista inclui a própria Polícia Federal, o Ministério Público Federal MPF), o FBI e a Interpol. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/justica/vorcaro-foi-preso-por-suspeita-de-obstrucao-e-acoes-violentas-contra-adversarios
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