Mundo

Zelensky responde à pressão de Trump e acusa Rússia de ataques em dia de reunião pela paz

Presidente afirma que bombardeios deixaram mortos e feridos na Ucrânia no dia da reunião em Washington que discutirá o fim da guerra

C
Caroline Vale
18/08/2025, 11:55 • Atualizado em 18/08/2025, 11:55
compartilhar
Zelensky acusa Rússia de ataques em dia de reunião que discutirá guerra. | Divulgação/X

Zelensky acusa Rússia de ataques em dia de reunião que discutirá guerra. | Divulgação/X

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, respondeu às declarações de Donald Trump sobre a guerra com a Rússia e acusou Moscou de lançar novos ataques nesta segunda-feira (18), justamente no dia em que líderes mundiais irão se reunir em Washington, nos Estados Unidos, para discutir um possível acordo de paz.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Em uma mensagem publicada no X, Zelensky afirmou já estar na capital americana para a reunião com Trump e autoridades europeias. O encontro contará com representantes do Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Finlândia, União Europeia e Otan.

“Todos nós compartilhamos um forte desejo de encerrar esta guerra de forma rápida e confiável. E a paz deve ser duradoura. Não como foi há anos, quando a Ucrânia foi forçada a ceder a Crimeia e parte do nosso Leste — parte do Donbass — e Putin simplesmente a usou como trampolim para um novo ataque. Ou quando a Ucrânia recebeu as chamadas "garantias de segurança" em 1994, mas elas não funcionaram”, escreveu.

A resposta ocorre um dia depois de Trump declarar que Zelensky poderia “acabar com a guerra quase imediatamente” caso aceitasse abrir mão da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, e desistisse da entrada do país na Otan. Segundo o republicano, essas seriam condições fundamentais para atender às exigências do Kremlin.

Zelensky rejeitou a ideia de concessões territoriais e destacou que a Ucrânia continua resistindo no campo de batalha. “É claro que a Crimeia não deveria ter sido cedida naquela época, assim como os ucranianos não cederam Kiev, Odessa ou Kharkiv depois de 2022. Os ucranianos estão lutando por suas terras, por sua independência”, afirmou.

O líder ucraniano terminou o texto agradecendo pelo apoio dos EUA e da União Europeia: "Estou confiante de que defenderemos a Ucrânia, garantiremos a segurança de forma eficaz (...). A Rússia precisa pôr fim a esta guerra, que ela mesma iniciou. E espero que nossa força conjunta com os Estados Unidos e nossos amigos europeus force a Rússia a uma paz real."

Zelensky acusa Rússia de atacar no dia de reunião que discutirá fim da guerra

Na manhã desta segunda-feira, também pelas redes sociais, o líder ucraniano denunciou que a Rússia intensificou ataques contra cidades do país no mesmo dia do encontro. “Este foi um ataque demonstrativo e cínico. Eles sabem que hoje haverá uma reunião em Washington que discutirá o fim da guerra”, escreveu.

Segundo Zelensky, mísseis e drones atingiram Kharkiv, Zaporizhzhia, Sumy e Odessa, destruindo prédios residenciais e infraestrutura civil. Ao menos dez pessoas morreram, entre elas uma criança de um ano e meio, e dezenas ficaram feridas.

Uma instalação de energia em Odessa também foi atingida, o que, segundo o ucraniano, mostra que Moscou busca impactar não apenas a Ucrânia, mas também suas relações internacionais e a segurança energética regional.

“A máquina de guerra russa continua a destruir vidas, apesar de tudo. Putin cometerá assassinatos demonstrativos para manter a pressão sobre a Ucrânia e a Europa, bem como para humilhar os esforços diplomáticos. É precisamente por isso que buscamos assistência para pôr fim aos assassinatos. É por isso que garantias de segurança confiáveis são necessárias. É por isso que a Rússia não deve ser recompensada por sua participação nesta guerra. A guerra precisa acabar. E é Moscou que precisa ouvir a palavra: parem”, completou Zelensky.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Agente do ICE é preso por atirar em venezuelano

Agente do ICE é preso por atirar em venezuelano

Imagem da notícia: Conselho de Medicina proíbe uso de PMMA para fins estéticos

Conselho de Medicina proíbe uso de PMMA para fins estéticos

Imagem da notícia: PM entrega flores à mulher salva após pedido de pizza

PM entrega flores à mulher salva após pedido de pizza

Imagem da notícia: Soberania defendida é a do povo brasileiro, diz Flávio

Soberania defendida é a do povo brasileiro, diz Flávio

Imagem da notícia: Agente do ICE é preso por atirar em venezuelano

Agente do ICE é preso por atirar em venezuelano

Imagem da notícia: Conselho de Medicina proíbe uso de PMMA para fins estéticos

Conselho de Medicina proíbe uso de PMMA para fins estéticos

Imagem da notícia: PM entrega flores à mulher salva após pedido de pizza

PM entrega flores à mulher salva após pedido de pizza

Imagem da notícia: Soberania defendida é a do povo brasileiro, diz Flávio

Soberania defendida é a do povo brasileiro, diz Flávio

Últimas notícias

PEC da 6x1 não chegou à CCJ e não vai “furar fila”, diz Otto

Presidente da comissão no Senado aguarda o envio da proposta por Davi Alcolumbre

CV e PCC já estão sujeitos a bloqueios econômicos pelos EUA

Facções foram incluídas na lista da OFAC nesta sexta (29), um dia depois de o Departamento de Estado anunciar que vai designá-las como terroristas

Ibovespa fecha maio com queda de 7%, a pior desde fevereiro de 2023

Já o dólar teve a maior alta mensal desde julho de 2025, subindo em maio 1,71%.

PCC e CV terroristas: o que pode mudar para o mercado financeiro no Brasil

Designação ativa restrições legais, criminaliza qualquer forma de apoio às facções e permite bloqueio de ativos

Irã contesta EUA e diz que ainda não decidiu sobre acordo

Presidente dos EUA afirmou que há avanços nas negociações, mas autoridades iranianas negaram pontos centrais do possível entendimento

Deolane é indiciada por lavagem de dinheiro ligada ao PCC

Influenciadora foi apontada como peça-chave em esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa; outros 7 foram indiciados, incluindo Marcola